Ibovespa acompanha mercados internacionais e abre em alta

Expectativa por um "esforço coordenado" para conter os efeitos de um calote grego dão o tom positivo do pregão

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SÃO PAULO – O Ibovespa dá continuidade aos ganhos da última segunda-feira (26) – em pregão marcado por volatilidade, cuja alta de 0,97% encerrou uma sequência de cinco quedas – ao registrar alta de 1,93% na manhã desta terça-feira, aos 54.782 pontos.

Deste modo, o benchmark da bolsa paulista segue o desempenho dos mercados internacionais, os quais avaliam positivamente novas medidas para combater a crise na Europa. Segundo reportagem da CNBC, as autoridades europeias consideram implantar um plano similar ao TARP (Troubled Asset Relief Program), adotado nos EUA em 2008, enquanto o secretário do tesouro norte-americano, Timothy Geithner, alerta que o momento de agir é agora.

Os rumores são de que os bancos poderiam trocar seus títulos de dívida soberana por outros emitidos pelo Banco de Investimento Europeu, o qual seria capitalizado pelo EFSF (Fundo Europeu de Estabilização Financeira).

Ações
Os papéis que se destacam no campo positivo do Ibovespa são os ordinários da Brookfield (BISA3, R$ 5,85, +4,09%), da PDG Realty (PDGR3, R$ 6,42, +3,88%), da MMX Mineração (MMXM3, R$ 7,64, +3,52%), da MRV Engenharia (MRVE3, R$ 10,70, +3,38%) e da Rossi Residencial (RSID3, R$ 9,63, +3,10%).

Análises
“O mercado continua animado com a possibilidade de um esforço coordenado para conter os efeitos de um possível default grego e de outros problemas relacionados à situação fiscal europeia”, argumenta Jason Vieira, analista da Cruzeiro do Sul Corretora, o qual faz uma ressalva: “mesmo assim, o cenário continua em alta volatilidade”.

O analista gráfico da Gradual Investimentos, Régis Chinchila, diz que o suporte imediato continua aos 51.900 pontos, sendo que a ligeira recuperação da véspera poderá voltar a testar o patamar de resistência em 55.100 pontos. “Um rompimento mostrará força compradora”, escreve em comentário diário.

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Amplicação do EFSF? Ministros negam
Rumores na imprensa internacional dão conta de um plano entre as autoridades europeias para criar um mecanismo de recapitalização aos bancos da região, enquanto as informações sobre uma expansão do EFSF são desencontradas.

Enquanto na última segunda-feira rumores indicavam para a ampliação dos recursos para € 2 trilhões, ministros de finanças da Espanha e da Alemanha – a qual contribui com o maior montante para o fundo – negaram considerar tal aumento.

Deste modo, as atenções do pregão devem se voltar para o encontro de Angela Merkel, chanceler alemã, e George Papandreou, primeiro-ministro da Grécia – cujo parlamento vota nesta terça-feira um impopular imposto sobre propriedades -, os quais se reunirão em Berlim.

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Indicadores econômicos
Em meio ao noticiário político, os investidores também devem avaliar a agenda de indicadores econômicos, com dados sobre os preços de imóveis nos EUA, medido pela S&P/Case-Shiller Home Price, bem como o indicador de confiança do consumidor.

Por aqui, a confiança do consumidor atinge o menor nível desde março de 2010, indica pesquisa da FGV (Fundação Getúlio Vargas). Para o restante da sessão está prevista a divulgação da nota de política monetária, às 16h00 (horário de Brasília).