Ibovespa acentua perdas com discurso de Draghi; Vale e OGX pressionam

Papéis da mineradora e da petrolífera, que juntas respondem por cerca de 15% da composição do índice, recuam entre 2% e 5% nesta manhã

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SÃO PAULO – O mercado brasileiro opera em queda, acompanhando os mercados mundiais, que caem e zeram ganhos após discurso de Mario Draghi. O Ibovespa, principal benchmark da bolsa brasileiro, cai 0,70%, a 55.096 pontos na cotação das 10h48 (horário de Brasília).

Contribuindo para o dia negativo, as ações do Grupo EBX, de Eike Batista, figuram entre as maiores quedas do pregão, como é o caso da LLX Logística (LLXL3, R$ 2,03, -3,33%), OGX Petróleo (OGXP3, R$ 2,15, -3,15%) e MMX Mineração (MMXM3, R$ 2,00, -2,44%). A OGX é a ação com a 3ª maior participação do Ibovespa.

Outro “peso pesado” do índice que cai forte nesta quinta é a Vale (VALE3; R$ 34,39; -2,72%) (VALE5; R$ 32,90; -2,37%), que representam cerca de 10% do Ibovespa. As ações da mineradora recuam após a suspensão do julgamento do STF (Supremo Tribunal Federal) sobre a constitucionalidade da cobrança do imposto de renda e da contribuição social sobre lucro líquido de empresas brasileiras controladas ou coligadas no exterior. Vale lembrar que na véspera os papéis da mineradora chegaram a subir 6% por conta da expectativa dessa decisão.

Draghi e Japão agitam os mercados internacionais
Na Europa, Mario Draghi discursa após reunião do BCE (Banco Central Europeu), que manteve a taxa de juros em sua mínima histórica, de 0,75%. O presidente do BCE vê riscos para a recuperação da economia da Europa no segundo semestre. 

Além disso, Draghi afirmou que continuará com a política monetária acomodatícia por quanto tempo for necessário, afirmando que não há risco inflacionário no bloco econômico e que as expectativas seguem bem ancoradas.

O discurso afetou as bolsas europeias, com os índices londrino (FTSE100; -0,72%) e parisiense (CAC 40; -0,08%) operando no vermelho, após os mercados do velho continente registrarem uma manhã positiva, embalados pela primeira reunião de Haruhiko Kuroda como presidente do banco central japonês, que anunciou a intenção de aumentar consideravelmente a quantidade de dinheiro em circulação na economia e depositado em bancos, via compras mensais de títulos de dívida.

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Indicadores econômicos
Na pauta de indicadores, o PMI de serviços da zona do euro, que mede a atividade no setor, subiu mais do que o esperado, para 52,4, ante expectativa de 51,4. Em fevereiro o indicador registrou 51,8. Na Alemanha, o crescimento do setor privado desacelerou mais em março, com o PMI composto, que acompanha a evolução tanto do setor de serviços quanto da indústria, caindo para 50,6, ante 53,3 registrados no mês anterior.

Já nos EUA, o Initial Claims, indicador que analisa o número de pedidos de auxílio-desemprego feitos semanalmente, registrou 385 mil novos pedidos na semana até 30 de março, ante 357 mil solicitações na semana anterior, e expectativa de 345 mil.