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Bolsa

Ibovespa acelera perdas e cai 3% com especulações sobre eventual sucessor de Levy

Vitória do governo no tribunal deixa perspectiva de impeachment longe da realidade, enquanto queda das bolsas mundiais e probabilidade de saída de Levy derrubam o mercado

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SÃO PAULO – O Ibovespa acelera perdas e já cai 3% nesta sexta-feira (18) com o mercado sofrendo com a mais que provável saída do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, que deu uma entrevista ao Estado de S. Paulo na qual criticou duramente o governo, praticamente confirmando a sua saída. Pior que a expectativa de que ele saia, é a especulação dos nomes para uma eventual sucessão. O mais cotado é o atual ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, visto como mais heterodoxo. 

Às 16h04 (horário de Brasília), o benchmark da Bolsa brasileira caía 3,08%, a 43.865 pontos. Com isso, o índice já perde o forte suporte dos 44 mil pontos. Apenas 5 das 63 ações que compõem a carteira teórica do índice operavam em alta. 

Já o dólar comercial tem alta de 1,33% a R$ 3,9410 na venda, enquanto o dólar futuro para janeiro de 2016 sobe 1,58% a R$ 3,954. No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2017 cai 2 pontos-base a 15,86%, ao passo que o DI para janeiro de 2021 registra ganhos de 16 pontos-base a 16,35%. 

O mercado desde a manhã já caía reagindo ao STF (Supremo Tribunal Federal), depois que o tribunal contrariou o voto de Luiz Edson Fachin e deixou ao Senado o poder para decidir sobre o processo de impeachment. 

Completando o cenário negativo, indicadores de inflação e atividade econômica vieram piores do que o esperado. Por outro lado, emprego se comportou melhor do que as estimativas e número de vagas destruídas ficou por volta de 130 mil. Lá fora, as bolsas caem depois de três altas consecutivas na esteira do aceno gradual sobre a política monetária feito pela presidente do Federal Reserve, Janet Yellen.

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Decisão do Supremo
Ontem, o STF decidiu por invalidar a Comissão Especial do impeachment de Dilma Rousseff formada por voto secreto na Câmara dos Deputados. A decisão ocorre, basicamente, sobre quatro pontos: 1) a comissão especial da Câmara pode ser formada por uma chapa alternativa ou só por indicados por líderes de partidos? 2) a eleição dessa comissão poderia ter sido feita por votação secreta? (como ocorreu) 3) o pedido de abertura do processo poderia ter sido aceito sem que a presidente Dilma Rousseff fosse ouvida antes, numa defesa prévia? 4) o Senado pode rejeitar a instauração do processo depois que a Câmara abrir?

Foram 11 ministros votando e o placar sobre a criação de uma chapa alternativa ficou 7 contra e 4 a favor. Já sobre o fato do Senado poder arquivar o caso, foram 8 votos a favor, e 3 contra. Em relação a defesa prévia da presidente Dilma Rousseff, os ministros foram unânimes votando contra. Por fim, no caso sobre voto secreto para criação da Comissão Especial, foram 5 a favor e 6 contra.

Ainda no radar, o que era para ser mais uma reunião do CMN (Conselho Monetário Nacional) pode ter se tornado o “adeus oficial” de Joaquim Levy do ministério da Fazenda, segundo informações da Folha de S. Paulo. Levy surpreendeu os integrantes do comitê ao informar que não estará presente no próximo encontro. A matéria cita dois assessores que estavam na reunião, e disseram que o tom era de quem praticamente oficializou a saída do governo. “Levy desejou boas festas e bom final de ano a todos. Em seguida, afirmou que, pelas perspectivas, não estará mais presente no CMN na primeira reunião do próximo ano, no fim de janeiro”, relata a reportagem. Segundo informações da Folha de S. Paulo, Dilma pode anunciar um substituto a partir de hoje. Os nomes cotados vão do atual ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, até o ex-ministro da Fazenda, Delfim Netto

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Temer
O plenário do Senado aprovou ontem (17) requerimento em que o senador Álvaro Dias (PSDB-PR) pede ao Tribunal de Contas da União uma auditoria nos decretos assinados pela presidente Dilma Rousseff e pelo vice-presidente Michel Temer. Não há prazo para a auditoria. O requerimento tinha sido lido na sessão de anteontem (16), mas não chegou a ser votado. Hoje, ele foi aprovado em votação simbólica. No pedido, o senador requer ao TCU a verificação da compatibilidade ou não dos decretos não numerados editados pela Presidência da República, que abrem crédito suplementar ao Orçamento Fiscal da União em 2015, com as leis de Diretrizes Orçamentárias e de Responsabilidade Fiscal.

Indicadores
Divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) de dezembro apresentou um avanço de 1,18%, contra os 1,12% esperados pela mediana das expectativas dos economistas, acelerando em relação aos 0,85% de crescimento registrados em novembro. No ano, o IPCA-15 fechou em alta de 10,71%. 

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), espécie de sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB), caiu 0,63% em outubro sobre setembro, de acordo com dados dessazonalizados divulgados pelo BC nesta sexta-feira. Pesquisa da Reuters apontou que a expectativa de economistas era de queda 0,50% em outubro, segundo mediana de 18 projeções que variaram de recuos de 0,1% a 1,0%.

Já nos dados de emprego, o Brasil fechou 130.629 vagas formais de trabalho em novembro, segundo o Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) divulgado pelo Ministério do Trabalho nesta sexta. Analistas consultados pela Bloomberg viam o fechamento de 175 mil empregos, conforme mediana das expectativas. Em outubro, foram 169 mil vagas fechadas. 

Ações em destaque
As ações da Petrobras (PETR3, R$ 8,58, -2,72%; PETR4, R$ 6,96, -3,33%) caem repercutindo não só o cenário político e a queda do petróleo como também o rebaixmento pela agência de classificação de risco, Fitch. A companhia foi cortada para “junk” pela terceira vez, cortada de BBB- para BB+, com perspectiva negativa. O barril de petróleo WTI (West Texas Intermediate) opera estável, com leve variação positiva de 0,14% a US$ 35, ao mesmo tempo em que o barril do Brent cai 0,74% a US$ 37,34. 

As ações de empresas do setor financeiro, o mais pesado em termos de participação na carteira teórica do Ibovespa, também registram desvalorização. Caem Itaú Unibanco (ITUB4, R$ 27,66, -3,25%), Bradesco (BBDC3, R$ 21,64, -4,85%; BBDC4, R$ 19,75, -3,35%) e Banco do Brasil (BBAS3, R$ 15,73, -4,03%). 

As maiores baixas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:

Cód.AtivoCot R$% Dia
 KROT3 KROTON ON9,77-7,74
 BRML3 BR MALLS PAR ON11,53-7,09
 BBSE3 BBSEGURIDADE ON25,52-6,31
 CCRO3 CCR SA ON ED12,96-6,15
 ESTC3 ESTACIO PART ON13,64-5,93

 

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Ainda do lado negativo estão os papéis de Vale (VALE3, R$ 12,66, -0,63%; VALE5, R$ 10,14, -0,88%), que caem, apesar da forte alta do preço do minério de ferro, que subiu 1,7% a US$ 40 a tonelada métrica. O rating da Vale, cabe lembrar, também foi rebaixado pela Fitch, de BBB+ para BBB com perspectiva negativa

As maiores altas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:

Cód.AtivoCot R$% Dia% AnoVol1
 BRKM5BRASKEM PNA27,08+2,15+62,9347,22M
 MRFG3MARFRIG ON6,31+1,45+3,4410,00M
 FIBR3FIBRIA ON49,73+0,83+64,3150,74M
 JBSS3JBS ON12,62+0,56+13,91135,98M
 SUZB5SUZANO PAPEL PNA17,84+0,22+60,8651,17M