Ibovespa acelera e sobe cerca de 1% com disparada da Petrobras

Índice registra ganhos após dados positivos norte-americanos e relatório positivo sobre a economia do Banco Mundial; Copom segue no radar

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SÃO PAULO – O Ibovespa segue em movimento de alta nesta quarta-feira (15); após a tendência ter se confirmado na abertura dos mercados norte-americanos, fazendo com que o benchmark da bolsa voltasse ao patamar dos 50.000 pontos, o índice acelera ainda mais os ganhos impulsionado pela Petrobras (PETR3, R$ 15,14, +3,34%; PETR4, R$ 16,08, +2,42%), em meio à notícia veiculada pelo jornal Folha de S. Paulo de que pode haver um reajuste de combustíveis em junho, mas que a alta pode ser ser antecipada. Além disso, o índice segue o dia positivo dos mercados com os dados econômicos norte-americanos enquanto, no mercado doméstico, as atenções se voltam à reunião de política monetária do Banco Central. Com isso, às 15h50 (horário de Brasília), o índice registrava ganhos de 1,01%, a 50.204 pontos. 

No cenário doméstico, destaque para o desfecho da primeira reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) de 2014. Boa parte do mercado esperava por um ajuste para cima da taxa básica de juros, a Selic, em 0,25 ponto percentual. Contudo, em meio aos dados mostrando inflação resiliente e a volatilidade cambial fizeram com que as projeções de alta de 0,5 ponto percentual, para 10,5% ao ano, ganhassem força no mercado. E os indicadores econômicos seguem movimentando o mercado, com destaque para o relatório do Banco Mundial, que fez projeções de melhora para a economia mundial, mas vê um crescimento de 2,2% para 2,4% para o PIB brasileiro em 2014. Apesar da revisão para cima das projeções, ela segue abaixo dos emergentes e até mesmo para os EUA, cuja previsão de crescimento de 2,8%. 

E a agenda norte-americana está recheada nesta data, com destaque para os dados de preços ao produtor, que tiveram a maior alta em seis meses em dezembro, enquanto o índice Empire State indicou melhora nas condições gerais de negócios em Nova York ao marcar 12,5 pontos, nível mais alto em mais de um ano.

O mercado espera com ansiedade pela divulgação do Livro Bege, que trará um panorama econômico sobre os distritos analisados pelo Federal Reserve e pode dar maiores sinalizações sobre o ritmo de redução de estímulos pela autoridade monetária.

Duratex sobe, enquanto Eletrobras tem forte queda
Em destaque nesta sessão, estão os papéis da Duratex (DTEX3), que se destacam na ponta positiva do índice com ganhos de 3,14%, a R$ 12,48 em meio ao comentário positivo e recomendação de compra do Credit Suisse para os ativos. 

Enquanto isso, a notícia de que a Eletrobras (ELET3, R$ 5,68, -1,05%; ELET6, R$ 9,65, -2,92%) deve devolver à conta da Reserva Global de Reversão o valor R$ 2,037 bilhões tem reflexo sobre os papéis da companhia, que se destacam na ponta negativa do Ibovespa. 

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Europa e Ásia em dia de alta
A quarta-feira é positiva para os principais índices acionários mundiais, com destaque para os mercados asiáticos, que tiveram recuperação após a forte queda da véspera. Os dados econômicos positivos de venda no varejo nos EUA ofuscaram os dados fracos do relatório de emprego, que apontou para uma criação menor de vagas do que o esperado e levaram a um movimento de recuperação.

Com isso, a Ásia acabou seguindo o movimento de alta das bolsas norte-americanas da véspera; porém, as bolsas chinesas continuaram sob pressão, com Shangai registrando leve queda de 0,17% e o índice Hang Sheng tendo alta menor que a maior parte das bolsas por lá, com alta de 0,49%. As bolsas do gigante asiático vêm sofrido pressão neste ano pela retomada dos IPOs (Initial Public Offering); antes da suspensão de novos anúncios, que ocorre desde o início de 2012, as bolsas foram pressionadas pelas contínuas listagens que afetaram os índices por lá.

Outro destaque ficou com o índice Nikkei, que recuperou parte das perdas da véspera, quando caiu 3,1%, e fechou com ganhos de 2,5%. Porém, os investidores seguem cautelosos acerca das perspectivas econômicas.

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Na Europa, o dia também é de ganhos, com o mercado também repercutindo as projeções de melhora para a economia global em 2014 feitas pelo Banco Mundial, com um crescimento de 3,2% e aceleração nos próximos dois anos. A instituição projeta um crescimento de 2,8% para o PIB dos EUA em 2014 e a saída da recessão na zona do euro com alta do PIB de 1,1%¨no mesmo período. 

Na agenda política, chama a atenção a agenda do presidente da França, Francois Hollande de corte de custos para reavivar a economia francesa. Já entre os indicadores econômicos, destaque para o PIB da Alemanha de 2013, que registrou alta de 0,4%, um pouco abaixo da estimativa do mercado, que esperava por uma alta de 0,5% na base de comparação anual. Nas bolsas alemãs, a companhia aérea Lufthansa é destaque de alta ao subir cerca de 4%, após o Citigroup elevar o preço-alvo para os seus papéis. 

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Lara Rizério
Mercados | Economia | Onde Investir

Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.