Bolsa

Ibovespa abre em queda, pressionado por turbulências na Itália

Receios com o futuro político da Itália e a situação fiscal nos EUA ofuscam bons números sobre a economia chinesa

Painel de vendas de ações
(Shutterstock)

SÃO PAULO – Depois de subir mais de 1% no último pregão, a bolsa brasileira abre a segunda-feira (10) em campo negativo. Por volta das 10h15 (horário de Brasília), o Ibovespa recuava 0,60%, aos 58.133 pontos.

Mesmo com bons números sobre a economia da China, os investidores optam pela cautela diante de preocupações com o futuro político da Itália e a situação fiscal nos EUA.

As maiores quedas do Ibovespa nesta manhã ficam por conta das ações da Eletrobras ON (ELET3, R$ 6,54, -1,95%), Eletrobras PNB (ELET6, R$ 9,03, -1,85%), Gafisa (GFSA3, R$ 4,79, -1,84%), MMX Mineração (MMXM3, R$ 3,78, -1,82%) e JBS (JBSS3, R$ 5,52, -1,78%).

Monti deixará governo da Itália
No sábado, o primeiro-ministro italiano,Mario Monti, afirmou que pretende deixar o cargo logo que o parlamento aprove a legislação orçamental para 2013, o que deve ocorrer até o fim do ano.

Esta decisão surgiu no mesmo dia em que Silvio Berlusconi anunciou que vai tentar governar o país novamente. Com possíveis eleições antecipadas, o mercado de dívida da Itália reflete o nervosismo dos investidores: salto de 7,3% no rendimento exigido para os papéis de dez anos no mercado secundário.

O índice FTSE MIB, da Itália, marca forte queda de 3,24%. Já o Ibex 35, da também problemática Espanha, recua 1,74%. Todos os principais mercados acionários por lá estão em queda, apesar de mais amenas que nestes dois países.

Abismo fiscal
Nos EUA, as negociações para evitar o abismo fiscal continuam no foco. No domingo, o presidente norte-americano, Barack Obama, e o presidente da Câmara dos Representantes, John Boehner, se encontraram na Casa Branca para um debate sobre o orçamento. Mas, segundo a imprensa internacional, as linhas de negociações continuam abertas.

Economia chinesa
Do lado positivo, bons números sobre a economia chinesa limitam o pessimismo dos investidores. A produção industrial do país, bem como as vendas no varejo superaram as previsões dos economistas no mês passado. O índice da indústria subiu 10,1% em novembro ante o ano anterior, contra estimativa de 9,8%. Já o crescimento das vendas foi de 14,9%.

Em contrapartida, as exportações chinesas aumentaram apenas 2,9% em novembro contra o ano passado, em comparação com a expectativa de alta de 9%. Em outubro, o avanço foi de 11,6%. As importações permaneceram estáveis no confronto anual.

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PIB fraco
Por aqui, o Boletim Focus do Banco Central voltou a apontar redução nas perspectivas de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) neste ano e no próximo, mantendo a previsão de que a Selic permanecerá em 7,25% até o final de 2013. A agenda ainda reserva números da balança comercial.