Ibovespa abre em baixa, pressionado por queda em preços de commodities

Cotações de produtos básicos e dados decepcionantes referentes à economia norte-americana pesam sobre mercados

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SÃO PAULO – O Ibovespa estende as perdas da sessão de quarta-feira (11) e inicia os negócios desta quinta-feira em queda queda de 0,48%, aos 63,468 pontos, conforme o desempenho dos mercados internacionais nesta quinta-feira (12).

Os principais índices acionários da Europa marcam um desempenho negativo nessa sessão, assim como os asiáticos – que já encerraram o pregão. Do mesmo modo, os principais contratos futuros de índices de ações nos EUA também indicam para um início de pregão em queda em Wall Street.

A notícia em comum para todos estes mercados é o preço das commodities, tantos as energéticas quanto as metálicas, que desde a última quarta-feira registram uma forte desvalorização.

Ademais, o banco central da China anunciou nesta manhã que optou por incrementar em 0,50 ponto percentual a exigência de reserva de capital para as instituições financeiras do país, na tentativa de controlar a demanda no país e, consequentemente, as pressões inflacionárias.

Indicadores
Em meio a esse cenário, os investidores também avaliam alguns números na agenda de indicadores econômicos nos EUA, que devem trazer mais pressão por aqui, já que o número de pedidos de auxílio desemprego na última semana recuou a um ritmo menor que o esperado por analistas, assim como as vendas no varejo, enquanto os preços ao produtor surpreenderam com um avanço maior que o estimado. 

No âmbito interno, as vendas no varejo em março aumentaram em 1,2% sobre o mês anterior, divulgou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta manhã, resultado que frustrou as expectativas de economistas da LCA Consultoria, os quais previam um crescimento de 1,5%. Já a taxa de desemprego na indústria teve um crescimento de 2,2% em março, sobre o mesmo mês de 2010.

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Resultados
Por fim, a temporada de resultados também deve balizar os investimentos nesta quinta-feira, já que diversas empresas de grande porte divulgam seus números, tais como os já anunciadas após o último fechamento da Copel (CPLE6), CPFL Energia (CPFE3), Eletropaulo (EPLP4), Vivo (VIVO4) e Telesp (TLPP4).

Análises
Com a queda da última sessão e a abertura em baixa nesta, o Ibovespa localiza-se próximo ao suporte estimado pelo analista gráfico da Gradual Investimentos, Régis Chinchila.  “O Ibovespa retoma a tendência de queda voltando a fechar abaixo de 64 mil, com próximos suportes em 63.300 e 62.300 pontos. O canal de baixa continua sendo a principal formação de curto/médio prazo e somente teremos algum sinal de reversão, voltando a operar acima de 65 mil e principalmente 65.400 pontos”, escreve em comentário diário.

Neste contexto, o head de análise da Ágora Corretora, Marco Melo, revela a predileção pelo posicionamento em ativos defensivos.

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Ações
Deste modo, a ponta negativa do Ibovespa registra alguns papéis em desvalorização mais acentuada logo no período da manhã, tais como os ordinários da Cosan  (CSAN3, R$ 22,00, -2,61%),  preferenciais da Lojas Americanas (LAME4, R$ 14,66, -2,01%),  ordinários da JBS (JBSS3, R$ 5,49, -1,96%),  da MMX (MMXM3, R$ 9,02, -1,42%) e da OGX (OGXP3, R$ 14,07, -1,40%).