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SÃO PAULO – Contrariando o desempenho visto nos últimos três pregões, a bolsa brasileira abre em campo positivo nesta terça-feira (28) e ensaia uma recuperação. Por volta de 10h25 (horário de Brasília), o Ibovespa subia 0,58% aos 58.451 pontos.
Dentre os papéis que são negociados nesta manhã, destaque para Oi (OIBR3, R$ 9,29, +2,77%), V-Agro (VAGR3, R$ 0,38, +2,70%), B2W Varejo (BTOW3, R$ 7,48, +2,19%), PDG Realty (PDGR3, R$ 3,51, +2,03%) e Braskem (BRKM5, R$ 14,38, +1,99%).
O benchmark da bolsa paulista fechou o pregão de segunda-feira em baixa de 0,54%, atingindo 58.111 pontos e registrando uma alta acumulada no ano de 2,39%. O volume financeiro foi de R$ 4,54 bilhões.
Ambiente incerto
Os investidores continuam em compasso de espera da decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) e do discurso do presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, programados para quarta e sexta-feira, respectivamente.
Entretanto, o desapontamento toma conta dos negócios depois que o presidente do BCE (Banco Central Europeu), Mario Draghi cancelou sua participação no simpósio anual do Fed, alegando incompatibilidade de agenda.
Rajoy em reunião
Por ora, o mercado espera o resultado da reunião entre o primeiro-ministro da Espanha, Mariano Rajoy e o presidente do Conselho Europeu, Herman van Rompuy, que acontece nesta terça-feira, em Madri. A expectativa é de que o chefe do governo espanhol defenda a necessidade da cúpula europeia de outubro estimular a união bancária do continente, de forma que a medida possa ser aprovada em dezembro.
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Agenda dos EUA
A agenda norte-americana também chama a atenção dos investidores. Por lá, a S&P divulgou que os preços dos imóveis avançaram 0,5% em junho, na base de comparação anual. Às 11h00, o Conference Board publicará o indicador que mede a confiança do consumidor referente ao mês de julho.
Japão decepciona
Na Ásia, o mau humor ganha força depois que o Japão reduziu sua previsão de crescimento econômico pela primeira vez em 10 meses. O governo japonês cortou sua avaliação sobre o consumo pessoal, construção civil, exportações, importações e a produção industrial do país. Além disso, a nação também diminuiu sua perspectiva sobre a economia global.
Segundo um relatório mensal do governo, os riscos para o desempenho do Japão incluem “uma desaceleração mais profunda da economia internacional e acentuadas flutuações nos mercados financeiros e de capitais”.