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SÃO PAULO – Dados alarmantes, divulgados nesta quinta-feira pelo Grupo Ibope, revelam o tamanho do fosso educacional em que o País se encontra. De acordo com a pesquisa, apenas 25% da população adulta são capazes de ler e escrever plenamente. Ou seja: cerca de mais de 20 milhões de brasileiros estão à margem da sociedade, por não saber ou ler corretamente. Ainda segundo o Ibope, este percentual se manteve estável desde 2001, data do último levantamento feito pela instituição sobre o assunto.
Maioria se enquadra em nível 1 e 2 de alfabetismo
Os resultados de 2003 do Indicador Nacional de Analfabetismo Funcional (INAF) também mostraram que 8%, ou quase 10 milhões, dos brasileiros entre 15 e 64 anos se enquadram na categoria de analfabetismo absoluto.
Por fim, outros 30% de brasileiros só são capazes de localizar informações simples em enunciados com somente uma frase (o que significaria, de acordo com o estudo, nível 1 de alfabetismo), enquanto mais 37% conseguem identificar uma informação em textos curtos (nível 2 de alfabetismo).
Como funciona o INAF?
O Indicador Nacional de Alfabetismo Funcional (INAF) foi desenvolvido com o intuito de ser uma alternativa às pesquisas de analfabetismo e analfabetismo funcional realizadas pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Os dados do IBGE registram e classificam como analfabetas somente as pessoas que se auto-intitulam como tal e, como analfabetas funcionais são considerados apenas as pessoas com menos de quatro anos de escolaridade.
Por sua vez, o INAF é estabelecido com base em entrevistas, realizadas com periodicidade anual, que envolvem cerca de 2.000 pessoas representativas da população brasileira de 15 a 64 anos. Os dados são coletados através de testes de leitura e escrita, além da aplicação de questionários para um levantamento aprofundado das práticas de leitura e escrita e suas implicações na vida doméstica, profissional, educacional, religiosa, nas atividades de lazer e até na participação cidadã do entrevistado.