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SÃO PAULO – A taxa de desemprego apurada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) em janeiro subiu 0,6 ponto percentual em relação a dezembro e alcançou o patamar de 10,2%. Apesar da alta mensal, o indicador ficou 1,5 ponto percentual abaixo do verificado em igual período do ano passado, quando ele estava em 11,7%.
De acordo com a Pesquisa Mensal de Emprego, que observa o comportamento do mercado de trabalho nas seis principais regiões metropolitanas do Brasil, a população desocupada nestas localidades aumentou em 105 mil pessoas entre dezembro e janeiro, começando o ano em cerca de 2,2 milhões de pessoas.
O IBGE revela também que a população ocupada era de 19,5 milhões de trabalhadores em janeiro de 2005.
São Paulo registra aumento do desemprego
As variações mais significativas da taxa de desemprego ocorreram em São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Na capital paulista, o desemprego saltou de 9,8%, em dezembro, para 11,1% no mês de janeiro. Mesmo com a elevação, este patamar ainda é inferior aos 12,9% registrados no começo de 2004.
Já no Rio de Janeiro a taxa caiu tanto na comparação anual, quanto sobre o mês anterior. Em janeiro, o resultado carioca ficou em 7,4%, abaixo dos 8,5% de dezembro e dos 8,9% do primeiro mês do ano passado. Belo Horizonte, por sua vez, apresentou aumento de 8,5% para 9,8%, entre os meses adjacentes, e redução expressiva no confronto com os 12,3% de janeiro de 2004.
Em Salvador, Porto Alegre e Recife houve estabilidade da taxa de desemprego.
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Indústria e comércio não demitem
A pesquisa do IBGE analisa também o nível de emprego em cada um dos setores da economia brasileira. Segundo o estudo, a indústria continua demonstrando sinais de aquecimento, já que não diminuiu seu contingente de mão-de-obra na comparação com dezembro, e o aumentou em 4% sobre o resultado de janeiro de 2004, com a contratação de 132 mil pessoas.
O mesmo comportamento de estabilidade sobre o mês anterior e expansão em relação ao ano passado foi constatado também no comércio. Neste caso, o número de trabalhadores aumentou 3,6% sobre janeiro de 2004. Vale destacar que o comércio é o maior empregador entre todos os segmentos investigados pelo IBGE, com 20% da população ocupada das seis regiões metropolitanas observadas.
Em contrapartida, a categoria da construção reduziu sua força de trabalho em 4,5% diante do mês anterior. O setor foi o maior responsável pelas demissões de janeiro de 2004, já que as demais áreas apresentaram pequenas reduções no período.
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A Pesquisa Mensal do Emprego revela também que o homens continuam com a maioria do mercado de trabalho. Os trabalhadores respondem por 56,6% do total, deixando as mulheres com 43,4%.