Publicidade
SÃO PAULO – A economia brasileira cresceu 5,2% em 2008, segundo dados revisados apresentados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta sexta-feira (5). A medição anterior indicara alta de 5,0% do PIB (Produto Interno Bruto) do País naquele ano.
De acordo com o IBGE, em valores correntes, o resultado alcançado foi de R$ 3,032 trilhões, e o deflator (variação média dos preços em relação à média dos preços do período anterior) do PIB, 8,3%.
“Naquele ano, o PIB per capita atingiu R$ 15.989,75, o que representa uma variação em volume de 4,1% em relação ao observado em 2007”, explica o instituto. Vale dizer que após três trimestres de crescimento, o produto do País recuou no último quarto de 2008.
Continua depois da publicidade
Produção: agropecuária é destaque
Sob a ótica da produção, o instituto aponta que a alta de 4,8% do VAB (Valor Adicionado Bruto) e um aumento de 7,6% dos impostos sobre produtos foi responsável pelo avanço do PIB.
O IBGE destaca o desempenho do setor agropecuário (+6,1%), devido ao bom desempenho da lavoura em 2008. “A atividade agricultura, silvicultura e exploração florestal cresceu 7,3%, acima da média da economia em 2008”, explica o instituto, frisando as expressivas altas no volume de produção do trigo em grão (46,5%), café em grão (24,4%) e cana-de-açúcar (17,4%).
A indústria, por sua vez, viu seu valor adicionado crescer 3% em 2008. O crescimento industrial em 2008 foi mais concentrado, com apenas três atividades (máquinas e equipamentos, outros equipamentos de transportes e produtos farmacêuticos), respondendo por mais de 50% do aumento do VAB das indústrias de transformação, contra as seis atividades, para o mesmo percentual, em 2007.
Formação bruta de capital fixo
Sob a ótica da demanda, a formação bruta de capital fixo foi o destaque em termos de crescimento, com alta de 13,6% em volume. O principal responsável por esse aumento, segundo o IBGE, foi o investimento em máquinas e equipamentos, que cresceu 18,3%. O resultado da formação bruta de capital fixo correspondeu a uma taxa de investimento da economia de 19,1%.
“A formação bruta de capital fixo para o ano de 2008 correspondeu a R$ 579,5 bilhões, aumento de 24,9% em relação ao ano anterior, composto por um crescimento real de 13,6% e por uma elevação no nível de preços de 9,9%. Para o período compreendido entre 2004 e 2008, o crescimento real só foi inferior ao ano de 2007, quando a expansão foi de 13,9%”, diz o IBGE.
Já o consumo, 79,1% do PIB em 2008, cresceu 5%, com foco no consumo das famílias (+5,7%). “O dado é coerente com o aumento de 7,9% na massa salarial real, segundo dados da Pesquisa Mensal de Emprego, e com o aumento de 30,3%, em termos nominais, nas operações de crédito do sistema financeiro para pessoa física”, explica o instituto.
Continua depois da publicidade
Geração de emprego
Por fim, sob a ótica da renda, foram gerados 1,5 milhão de postos de trabalho, cerca de 52 mil vagas geradas a mais que em 2007. “A indústria teve o desempenho mais significativo na oferta de empregos, com aumento de 6,0%. Contribuíram para este resultado praticamente todas as atividades que compõem o grupamento, destacando-se a construção civil, que contabilizou um aumento de 11,1% no total de ocupações”, aponta o IBGE.