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SÃO PAULO – O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou sua Pesquisa Mensal de Comércio referente ao mês de setembro nesta quinta-feira, dia 14. Segundo o estudo as vendas do comércio varejista registraram queda de 1,23% em relação ao volume de vendas em setembro do ano passado.
No acumulado dos nove primeiros meses do ano, a queda é de 0,23%, percentual que sobe para 0,58% no acumulado dos últimos 12 meses. Apesar de São Paulo ter registrado uma queda de 2,62% no volume de vendas, as maiores quedas ficaram com Rio Grande do Sul (-11,73%), Distrito Federal (-11,65%), Pernambuco (-11,22%) e Paraná (-10,24%).
Base comparativa era fraca
A queda no volume de vendas acontece depois do forte crescimento registrado nos meses de julho e agosto, quando as vendas cresceram, 2,27% e 1,85%, respectivamente em relação ao mesmo período no ano passado.
O desempenho das vendas em setembro é particularmente negativo se considerarmos, que em setembro do ano passado as vendas registraram forte queda devido aos atentados terroristas nos EUA. Para se ter uma idéia, em setembro do ano passado, as vendas registraram queda de 2,95% em relação ao registrado em setembro de 2000.
Supermercados lideram quedas
De acordo com a pesquisa do IBGE, o fraco desempenho das vendas de setembro pode ser atribuído à queda de 5,71% nas vendas dos hipermercados e supermercados em relação às vendas de setembro do ano passado. Com isto, a queda acumulada em 2002 para o setor é de 0,42%, enquanto em 12 meses é de 0,27%.
A queda nas vendas dos supermercados e hipermercados pode ser atribuída ao aumento dos preços dos alimentos e bebidas, que pode ser evidenciado através da queda do item hipermercados, supermercados, alimentos e bebidas, cuja queda foi ainda maior de 6,02%. Desta forma a queda acumulada no ano sobe para 1,07%, enquanto a acumulada nos 12 meses fica em 0,93%.
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Receitas sobem com aumento dos preços
Com base nos dados do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) os preços dos alimentos e bebidas registraram um aumento de 6% no período entre julho e setembro, o que teria justificado a queda nas vendas do segmento.
Apesar da queda no volume de vendas, as receitas nominais tanto dos supermercados e hipermercados quanto do segmento que também inclui alimentos e bebidas, registraram crescimento graças ao forte reajuste dos preços. Desta forma, as vendas nominais destes dois segmentos aumentaram 3,06% e 2,71%, respectivamente.
No que refere ao aumento das receitas, o maior crescimento foi registrado no item combustíveis e lubrificantes, cujas receitas aumentaram 11,81% em relação a setembro do ano passado. Além do reajuste no preço dos combustíveis, o forte aumento das receitas se explica pelo fato de que este foi um dos poucos segmentos a registrar aumento no volume de vendas em setembro, com uma taxa de 11,37%.
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Considerando todos os segmentos do varejo o crescimento das receitas foi ainda maior, ficando em 6,32% em setembro. Com base nesta expansão a variação acumulada no ano sobe para 6,08%, enquanto a variação nos últimos 12 meses fica em 5,77%.