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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) anunciou uma queda de 1,6% na produção industrial brasileira em abril, em relação ao mês anterior, já descontado as influências sazonais. Em comparação com abril de 2000 a expansão da indústria foi de 6,1%. O indicador anualizado, utilizando-se dos últimos doze meses imediatamente anteriores, subiu de 6,4% em março para 6,6% em abril deste ano. Com esses resultados a atividade industrial fecha o primeiro quadrimestre do ano com um crescimento de 6,9% em relação ao mesmo período do ano passado.
As categorias industriais que mais caíram em relação à março foram os de bens de consumo duráveis (-5,0%), bens intermediários (-1,9%) e bens semi-duráveis e não duráveis (-0,8%). Os bens de capital apresentaram estabilidade no período. Os setores que mais apresentaram variações foram o setor têxtil com uma queda de 6,3% e, em movimento contrário, o setor de fumo com crescimento de 60,9%.
No que se refere ao quadrimestre janeiro-abril, com crescimento de 6,9%, a indústria de material elétrico e de comunicações (+19,3%), materiais de transporte (+17,8%) e mecânica (+15,5%) foram as principais responsáveis pela alta do indicador, respondendo por 4,1 pontos percentuais do índice. Nos subsetores os resultados que mais influenciaram foram a indústria ferroviária (67,9%) e naval (67,7%), seguidos por tratores e máquinas rodoviárias (41,7%), indústria do açúcar (41,6%) e pela fabricação de equipamentos para produção e distribuição de energia elétrica (27,8%). Já as marcas mais negativas ficam com extração de carvão mineral (-24,2%), adubos e fertilizantes (-9,4%) e refino de óleos vegetais (-9,3%).