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SÃO PAULO – Após chegar a cair mais de 1% durante boa parte do dia, o Ibovespa amenizou suas perdas na parte da tarde e fechou com leve queda de 0,10%, a 55.429 pontos. Quem ajudou nessa mudança de cenário foi a OGX Petróleo (OGXP3), que viu suas ações passarem de uma queda de 5,5% na mínima do dia para uma alta de 7,65% no fechamento desta segunda-feira (6), cotadas a R$ 1,97, repercutindo os rumores cada vez mais fortes de venda de ativos da companhia.
De acordo com a agência de notícias Dow Jones, a petrolífera de Eike Batista pode anunciar até amanhã a venda de 40% do Campo de Tubarão Martelo para a estatal da Malásia de petroléo, a Petronas. Segundo a publicação, a venda deve trazer à OGX cerca de US$ 850 milhões, sendo US$ 250 milhões à vista e o restante mais para frente. A notícia impulsionou os papéis OGXP3, que a partir desta segunda voltaram a ter a 3ª maior participação na composição do Ibovespa, com 5% de participação.
Veja mais em: OGX deve fechar venda de campo com Petronas até amanhã; ação dispara.
MMX e LLX em queda
Por outro lado, tanto as ações da MMX Mineração (MMXM3; -5,80%, R$ 1,95) quanto da LLX Logística (LLXL3; -2,07%, R$ 1,89) encerraram o pregão com queda. Durante o fim de semana, o colunista da Veja, Lauro Jardim, publicou que o BTG Pactual estaria propondo a venda do superporto do Açu, da LLX, ou, se o negócio não interessasse aos possíveis compradores, que o investidor instalasse uma empresa no complexo. A informação, entretanto, foi mais uma vez desmentida.
Hypermarcas sobe 4,4% após alta de 150% no lucro
Entre as maiores altas do dia durante todo o pregão, as ações da Hypermarcas (HYPE3) reagiram bem ao resultado do 1º trimestre da empresa. Os papéis subiram 4,40%, a R$ 16,60, depois de atingirem valorização de 4,78%, a R$ 16,66.
A companhia registrou um lucro líquido de R$ 102,3 milhões, um significativo avanço de 150,7% na comparação com o mesmo período de 2012. Além disso, houve redução de R$ 100,6 milhões da dívida líquida, em função do aumento na geração de caixa no trimestre.
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Com isso, os números se apresentam como bastante positivos, avalia a Planner Corretora, destacando ainda o resultado apresentado para o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) ajustado, com crescimento de 18% para R$ 227,1 milhões. Este número se mostra factível ao guidance apresentado ao redor de R$ 950,0 milhões para este ano, o que representaria um avanço de 9,8% na comparação com o resultado de 2012, afirma a corretora.
HRT dispara após compra de Campo na bacia de Campos
Fora do Ibovespa, as ações da HRT Participações (HRTP3) também fecharam no positivo nesta segunda-feira, após a companhia anunciar, juntamente com sua subsidiária HRT Oil & Gas, a aquisição de 60% do que a britânica BP tem no Campo de Polvo, por um valor de US$ 135 milhões. Com isso, os papéis da companhia avançaram 4,60%, a R$ 4,09, e na máxima do dia, atingiram valorização de 10,49%, a R$ 4,19.
Em comunicado enviado à CVM (Comissão de Valores Mobiliários) nesta manhã, foi informado que a HRT e sua subsidiária assinaram um contrato de empréstimo com o banco Credit Suisse para financiar a maior parte do valor da aquisição. O Campo de Polvo está localizado na porção sul da Bacia de Campos, no Rio de Janeiro.
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O contrato também contempla a aquisição de 100% de participação na empresa BP Energy America, proprietária de uma plataforma fixa, “Polvo A”, e de uma sonda de perfuração de 3.000 HP, equipamento necessário para a operação do campo. A plataforma tem capacidade para separar hidrocarbonetos, tratar água, estocar os insumos e transferir óleo.
Mundial chega a cair 20% após grupamento de 120 ações em 1
Repetindo o feito da JB Duarte (JBDU3; JBDU4) na semana passada as ações da Mundial (MNDL3) fecharam em queda após a empresa agrupar suas ações, na proporção de 120 para 1. Contudo, o desempenho da fabricante de alicates foi bem melhor no final do dia do que no começo: os papéis MNDL3 terminaram o dia com desvalorização de 1,85%, a R$ 10,60, após chegarem a cair 21,30% na mínima do dia, quando bateram os R$ 8,50.
Os papéis começaram a ser negociados neste pregão a R$ 10,80, conforme proposta aprovada pelos acionistas em assembleia realizada em 22 de março. O papel fechou o pregão da última sexta-feira a R$ 0,09. A partir desta sessão, qualquer fração de ação que existir resultante do grupamento será separada, agrupada em números inteiros e vendidas em leilão, sendo que os valores líquidos depois serão colocados à disposição dos acionistas.
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Em comunicado, empresa disse que medida visa prover liquidez mais “saudável” às ações, além de buscar reduzir custos operacionais da empresa e se adequar à orientação da BM&FBovespa, que quer evitar ações negociadas abaixo de R$ 1,00 na Bovespa.
Oi renova mínimas de 2006
Nesta sessão, a Oi (OIBR3; OIBR4) estendeu as perdas e viu suas ações renovarem as mínimas desde outubro de 2006. Os ativos PN recuaram 6,52%, para R$ 4,30, atingindo queda de 43,49% no acumulado do ano. Já as ações ordinárias caíram 2,08% nesta segunda-feira, cotadas a R$ 5,19, aintindo desvalorização de 38,76% em 2013.
Veja mais: Analista questiona “origem” dos dividendos da Oi; ações seguem em queda livre
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M Dias Branco renova máxima histórica com elevação de preço-alvo
Nesta sessão, a M Dias Branco (MDIA3) renovou sua máxima histórica ao ver seus papéis avançarem 2,05%, para R$ 89,75. No ano, as ações da companhia acumulam alta de 14,83%.
Em relatório, o Bank of America Merrill Lynch apontou para um resultado fraco da companhia apresentado na semana passada, o que já era esperado. Por outro lado, os analistas do banco destacaram o forte fluxo de caixa da empresa, que ficou em R$ 128 milhões. Além disso, eles elevaram o preço-alvo dos papéis de R$ 89 para R$ 98, mas mantiveram a recomendação neutra devido ao limitado potencial de valorização.
CSN volta a cair após oferta por ativos da Thyssen
As ações da CSN (CSNA3) recuaram 1,03%, a R$ 7,69. O desempenho reflete a matéria de O Estado de S. Paulo na qual apontava que a empresa ofereceu cerca de US$ 2,5 bilhões ao grupo alemão ThyssenKrupp para ficar com uma laminadora de aço nos Estados Unidos e com um pedaço da CSA, no Rio de Janeiro. Vale mencionar que os papéis da siderúrgica acumulam queda de 32,4% no ano.
Segundo a equipe de análise da XP Investimentos, a notícia é negativa para a CSN essencialmente por dois motivos: risco de elevação de alavancagem e por entender que as sinergias operacionais não são tão claras em tal aquisição. “Uma aquisição de tal porte poderia elevar sensivelmente a alavancagem da empresa, o que nos parece um risco elevado”, comenta.