Publicidade
SÃO PAULO – A Itaú Corretora reiniciou a cobertura das ações da Hypermarcas (HYPE3), com recomendação “sector perform” (performance em linha com o setor), projetando para o final de 2010 um preço justo de R$ 30,60 – downside de 1,8% em relação à cotação de fechamento da última quinta-feira (27).
Na avaliação da corretora, a empresa se destaca por ser a mais defensiva frente aos seus pares do setor varejista, contando com produtos de tíquete baixo. Além disso, ela apresenta forte exposição às classes mais baixas, cuja capacidade de consumo tem mostrado um crescimento gradual.
Porém, os especialistas da Itaú afirmam que todas essas premissas positivas, aliadas ainda ao forte potencial de crescimento da Hypermarcas, ao mix de produtos resiliente e à geração considerável de fluxo de caixa, já estejam atualmente precificadas em suas ações, limitando o potencial de valorização no curto prazo.
Aquisições podem impulsionar preço justo
Contudo, mesmo com a expectativa de desvalorização dos papéis da companhia, a análise feita pela instituição aponta que esse patamar previsto pode ser alterado caso a companhia chegue a realizar aquisições. Segundo a corretora, o histórico da Hypermarcas aponta que é muito provável que ocorra processos de F&A (fusões e aquisições).
“Caso a companhia use R$ 800 milhões em aquisições, que é o que ela tem em caixa no momento, o preço justo iria para R$ 34,90. Se as aquisições somarem R$ 2 bilhões, que é a indicação da empresa, esse preço saltaria para R$ 41,60”, afirma a equipe de análise da Itaú.
Riscos
Dentre os fatores que podem ser vistos como entraves para tal investimento, a análise destaca as dificuldades que podem surgir na integração de aquisições recentes, além da capacidade de assegurar F&A adicionais.