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Hypera (HYPE3) lucra R$ 349,5 mi no 1º trimestre, alta de 13,6% na base anual

Desempenho, de acordo com a companhia, foi impulsionado pelo crescimento de 21,5% do sell-out orgânico e por aquisição da Takeda

Por  Felipe Moreira

A Hypera (HYPE3) registrou lucro líquido das operações continuadas de R$ 349,5 milhões no primeiro trimestre de 2022 (1T22), o que representa um crescimento de 13,6% em relação ao mesmo trimestre de 2021.

O lucro antes juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) das operações continuadas cresceu 39,7% no 1T22, totalizando R$ 505,7 milhões.

A companhia explica, no documento publicado na noite desta quinta-feira (28) que o resultado é “consequência principalmente da combinação do crescimento de 24,8% do Lucro Bruto e da diluição das Despesas com Marketing, Vendas e Gerais e Administrativas”.

A receita líquida somou R$ 1,493 bilhão entre janeiro e março deste ano, alta de 27,6% na comparação com igual etapa de 2021.

Segundo a Hypera, faturamento foi impulsionado pelo crescimento de 21,5% do sell-out orgânico, favorecido principalmente pelo desempenho registrado no primeiro bimestre de 2022 e pela contribuição do portfólio de medicamentos adquirido da Takeda.

O resultado financeiro apresentou saldo negativo de R$ 173,6 milhões no 1T22, ante R$ 41,3 milhões no 1T21. De acordo com a empresa, a variação é resultado do aumento das despesas com juros pelo maior endividamento bruto da companhia, decorrente principalmente das emissões de debêntures para o pagamento pelas aquisições recentes.

O lucro bruto totalizou R$ 939,2 milhões nos três primeiros meses de 2022, um crescimento de 62,9% em relação ao mesmo trimestre de 2021.

A margem bruta foi de 62,9% no primeiro trimestre de 2022, uma redução de 1,4 p.p. na comparação com primeiro trimestre de 2021.

“A variação da margem bruta é resultado principalmente do impacto da desvalorização do real frente ao dólar no Custo do Produto Vendido, que impactou negativamente a Margem Bruta e do aumento dos outros custos em patamar superior ao aumento de preços no período”, explica a empresa.

O fluxo de caixa operacional foi de R$ 311,8 milhões no 1T22, 106,4% superior ao 1T21.

A dívida líquida da companhia ficou em R$ 6,709 bilhões no final de março de 2022, uma redução de 30,4% em relação ao mesmo período de 2021.

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