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Hypera compra ativos da Boehringer por R$ 1,3 bi, Marfrig e Unidas confirmam preço de ação em oferta e mais

Confira os destaques do noticiário corporativo na sessão desta quarta-feira (18)

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A Eletrobras votará em 31 de janeiro de 2020 a transferência da totalidade das ações da Amazonas Geração e Transmissão de Energia para a Eletronorte, em uma operação chamada “dação em pagamento” e avaliada em R$ 3,1 bilhões.

Com a transferência das ações, a estatal espera liquidar sua dívida de R$ 2,9 bilhões com a Eletronorte. Já a Renova Energia protocolou ontem no judiciário seu Plano de Recuperação Judicial.

A Cogna informou na noite de ontem à CVM que capitalizará sua holding Saber Serviços Educacionais em R$ 5,4 bilhões. Já a Hypera anunciou a compra dos direitos de marca do Buscopan, entre outros, por R$ 1,3 bilhão.

Hypera (HYPE3)

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A Hypera anunciou a compra de alguns ativos da Boehringer no Brasil por R$ 1,3 bilhão, como as marcas e registros Buscopan e Buscofem.

“O Buscopan atualmente é a marca líder no segmento de antiespasmódico no Brasil, e a família Buscopan e Buscofem a segunda maior franquia no mercado de OTC no Brasil. O contrato estabelece os termos para o fechamento e implementação da aquisição dos Ativos, entre elas, a aprovação da autoridade antitruste e outras condições relevantes”, destaca o comunicado.

A empresa destaca que a operação está alinhada com o objetivo estratégico da companhia de fortalecer sua presença no mercado de OTC com marcas consagradas e de alto potencial de crescimento no mercado farmacêutico brasileiro.

“Com a adição de uma nova marca ao portfólio da Hypera, acreditamos que o acordo esteja alinhado ao objetivo estratégico da empresa de fortalecer sua presença no mercado de balcão, por meio de marcas estabelecidas, com alto potencial de crescimento por meio de extensões e inovação incremental. Vale lembrar que a empresa possuía uma posição de caixa de R$ 1,39 bilhão ao final do último trimestre, com a emissão recente de uma debênture de R$ 800 milhões a um custo de CDI + 1,25%”, destaca o Brasil Plural.

Unidas (LCAM3)

A Unidas (antiga Locamérica) fechou o preço da ação na oferta subsequente (follow on) em R$ 19,50. A cotação do fechamento desta terça-feira, 17, foi de R$ 19,75. O início das negociações das ações objeto da oferta na B3 será nesta quinta-feira, 19 de dezembro.

A oferta primária, de 61 milhões de novas ações, representa um aumento de capital de R$ 1,189 bilhão. A distribuição secundária, de 32.808.782 ações, teve como vendedor a Principal Gestão de Activos e Consultoria Administrativa e Financeira.

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Os recursos obtidos serão destinados para o crescimento das operações com aquisição de veículos para aumentar a frota no segmento de aluguel de veículos (RAC) e para novos contratos vendidos de terceirização de frotas (TF); e o aprimoramento das tecnologias e qualidade dos serviços prestados aos para gerar ganhos de eficiência operacional e redução de custos; e reforço do caixa.

Participaram os bancos coordenadores Itaú BBA (líder), Citi, JPMorgan, Bradesco BBI, BTG Pactual e XP Investimentos.

Marfrig (MRFG3)

Nesta quinta-feira, 19, tem início a negociação de ações objeto da oferta subsequente (follow on, no jargão de mercado) da Marfrig, que girou R$ 2,99 bilhões. Assim, a companhia realizou aumento de capital de R$ 900,9 milhões, com a emissão de 90.090.091 novas ações, ao passo que a maior parte dos recursos captados com a oferta irão para o BNDESPar, que sai da companhia com a venda em oferta secundária de 209.648.427 papéis, portanto R$ 2,09 bilhões.

Houve a tentativa de puxar o preço para R$ 10,25, mas a demanda maior estava em R$ 10. Em fato relevante na noite de terça-feira, a Marfrig explicou que não foi verificado excesso de demanda superior em um terço à quantidade de ações ofertadas. Tampouco haverá procedimento de estabilização do preço das ações na oferta – “consequentemente, o preço das ações ordinárias de emissão da Companhia no mercado secundário da B3 poderá flutuar significativamente após a colocação das ações”, diz o fato relevante.

Segundo a empresa, os recursos oriundos da oferta primária serão destinados para pré-pagamento de certas dívidas, “que serão selecionadas pela administração da companhia de acordo com a estratégia e no melhor interesse da companhia”. Na prática os recursos injetados no caixa ajudarão no pagamento de seu aumento de participação na controlada norte-americana National Beef, anunciada recentemente, em um negócio de US$ 860 milhões.

Coordenaram a oferta Santander (líder), JPMorgan, Bradesco BBI e BB Investimentos.

Eletrobras (ELET3;ELET6)

A Eletrobras convocou uma Assembleia Geral Extraordinária dos seus acionistas para o dia 31 de janeiro de 2020, a ser realizada na sede da empresa em Brasília (DF).

O motivo da reunião é votar a solução do problema da dívida da estatal com a Eletronorte, avaliada por auditorias em R$ 2,9 bilhões. A Eletrobras informou ontem que a opção a ser votada na reunião será a transferência da totalidade das ações da Amazonas Geração e Transmissão de Energia S.A. (AmGT) para a Eletronorte, no valor total de R$ 3,1 bilhões.

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A transferência se chama Dação em Pagamento. Como o valor das ações da AmGT é maior que a dívida em dezembro, quando a Eletrobras efetuar a transação com a Eletronorte receberá em dinheiro o restante, avaliado atualmente em R$ 194 milhões.

Segundo a Eletrobras, a dação é importante para “cessar o custo financeiro com o carregamento dessa dívida”.

Além disso, segundo o Valor Econômico, o presidente da Câmara dos Deputados aguarda articuladores políticos do governo convencerem os senadores da necessidade de privatização da Eletrobras antes de dar andamento ao projeto. Rodrigo Maia acredita ter votos suficientes na Câmara para aprovar a privatização da estatal, mas afirma que não submeterá os deputados ao desgaste político de votar a proposta se não tiver certeza de que o texto terá apoio suficiente no Senado.

O plano do governo é realizar uma capitalização da estatal de energia elétrica. O governo ficaria de fora da operação e, com isso, teria diluídas as ações de controle da empresa, ficando com menos de 50% do capital com direito a voto.

Renova Energia (RNEW11

A Renova Energia protocolou ontem (17) seu plano de recuperação judicial na segunda Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Estado de São Paulo. A Renova pediu recuperação judicial em 16 de outubro deste ano, quando somava dívidas superiores a R$ 3 bilhões. A empresa, que investe na geração de energia eólica, é controlada pela Cemig e pelo fundo CG1.

Cogna (COGN3)

A Saber Serviços Educacionais, uma holding criada pela Cogna, informou ontem que sua capitalização foi aprovada com a subscrição de 5,49 bilhões de novas ações ordinárias, que correspondem a 74,93% do capital total da empresa. A Saber comunicou que a capitalização e outras medidas para levantar dinheiro, como a emissão de três séries de debêntures, significarão uma injeção de R$ 5,49 bilhões na companhia mineira, adquirida pela Cogna quando esta se chamava Kroton.

Fras-le (FRAS3)

A Fras-le, fabricante de autopeças de Caxias do Sul (RS), informou ontem à CVM que está comprando a Nakata, também produtora de autopeças, por R$ 457 milhões. Com a aquisição da Nakata, cuja sede fica em Osasco (SP), a Fras-Le quer ampliar seu portfólio de produtos. A transação depende da aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE). A Fras-le é controlada pela Randon, outra empresa de Caxias do Sul que produz semirreboques e carretas. Em comunicado, a Randon manifestou apoio à transação.

As corretoras Itaú BBA e Bradesco BBI avaliaram como positiva a compra da fabricante de autopeças Nakata S.A. pela Fras-le, subsidiária da Randon que atua no mesmo ramo.

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“O acordo representa um avanço estratégico para a Fras-le”, avalia o Itaú BBA. Já o Bradesco BBI avalia que a aquisição poderá criar sinergias de R$ 95 milhões nos próximos cinco anos, com a Nakata, que produz amortecedores, complementando o portfólio da Fras-le, que fabrica pastilhas de freio e lonas.

“A Randon está virando uma potência no mercado brasileiro de autopeças”, comenta a BBI. Segundo a corretora, quando a aquisição estiver completa em 2020, o valor das ações da Randon poderá ter acréscimo de R$ 200 milhões, ou R$ 0,60 para cada papel. O Bradesco BBI mantém a Randon como “outperform”, tendo elevado o preço-alvo da ação, dos atuais R$ 12,65 para R$ 16,00 em 2020. Já o Itaú BBA projeta um preço-alvo de R$ 15,00 para o papel Randon em 2020.

Notre Dame (GNDI3)

A operadora de planos de saúde Notre Dame comunicou ontem à CVM que está comprando uma concorrente na capital paulista, a Ecole Serviços Médicos Ltda. Segundo a Notre Dame, o valor da aquisição é de R$ 49 milhões e o preço está sujeito a “ajuste em face do endividamento líquido”. A Ecole tem atualmente 45 mil clientes, não apenas na capital e Região Metropolitana de São Paulo, como também em alguns municípios do interior. Segundo a Notre Dame, a Ecole faturou R$ 68 milhões em 2018.

Saneago 

A Saneamento de Goiás S.A. (Saneago) comunicou ontem ao mercado que assinou um contrato de 30 anos para o abastecimento de água potável e o esgotamento sanitário com a Prefeitura de Goiânia, capital do Estado.

“O novo contrato prevê investimentos nos sistemas de água e esgotamento sanitário da capital”, informou a empresa concessionária. A aprovação do novo marco do Saneamento na Câmara dos Deputados, na semana passada, acelerou medidas das estatais que atuam no setor. Segundo políticos e especialistas, as empresas tentam renovar acordos com os municípios antes que a iniciativa privada possa entrar na concorrência. A Saneago afirma atender atualmente a 226 municípios em Goiás, o maior dos quais é a capital.

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