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SÃO PAULO – Depois de uma semana de forte volatilidade, a segunda-feira (29) começa positiva no mercado financeiro internacional. Ignorando o pessimismo das bolsas asiáticas, os principais índices acionários europeus e futuros de Wall Street começam o dia em alta.
Com a agenda norte-americana sem indicadores relevantes, a atenção se volta às divulgações na Europa. Na Zona do Euro, a confiança do consumidor subiu para 73,3 pontos em junho, acima do esperado.
De forma semelhante, uma pesquisa feita pela PriceWaterHouseCoopers em conjunto com a Confederação da Indústria Britânica mostrou que cerca de 13% das empresas consultadas mostraram maior otimismo neste trimestre.
Opiniões sobre economia
Apesar de um tom geral mais positivo, algumas instituições seguem ressaltando os riscos para a economia. No caso do BIS (Bank for International Settlements), a preocupação é acerca do fim das medidas emergenciais. Levanta-se a possibilidade de que os bancos centrais deixem os juros baixos por muito tempo.
Segundo o BIS, a história mostra que as autoridades monetárias “têm uma tendência de agir atrasados, apertando as condições financeiras devagar por medo de o fazer prematuramente ou de forma muito severa”. O temor da instituição é que os bancos centrais sejam muito lentos em retirar toda a liquidez emergencial do mercado, levando a novos problemas.
Palavras da Casa Branca
Por falar em economia, Washington é o foco de diversas notícias nesta segunda-feira. A começar pelas declarações de Christina Romer, chefe do conselho econômico da Casa Branca. Em entrevista ao jornal Financial Times, Romer se mostrou otimista, considerando a possibilidade de uma recuperação em forma de V e descartando uma alta no juro básico no curto prazo.
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Outra declaração vinda da Casa Branca foi feita pelo assessor David Axelrod à agência de notícias NBC. Segundo ele, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pode discutir um segundo plano de estímulo econômico, caso seja necessário. “Boa parte do estímulo ainda vai acontecer, e vamos ver como isso vai funcionar antes de falar sobre próximos passos”, afirmou.
Dólar
Mesmo com a melhora do humor e a redução da aversão ao risco, o dia é de alta para o dólar em relação às principais moedas internacionais, como o euro e o iene. A notícia positiva para a moeda norte-americana é a entrevista do presidente do Banco Central da China, Zhou Xiaochuan. O líder econômico descartou mudanças de curto prazo na política cambial do país, reduzindo as preocupações acerca de uma tentativa dos mercados emergentes de abandonar o dólar como reserva de valor.
Mesmo com essa perspectiva, vale ressaltar as especulações de que a China e o Brasil estariam conversando acerca de um acordo monetário que permita a importadores e exportadores negociarem com suas moedas locais, sem necessidade de utilizar a moeda norte-americana.
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Commodities
No campo das commodities, o destaque fica com o corte das projeções da IEA (International Energy Agency) para o mercado global de petróleo. A agência reduziu as expectativas em relação à demanda pelo produto nos próximos cinco anos, revendo que o consumo não voltará aos níveis do ano passado até 2012.
Mesmo assim, o preço do petróleo segue o otimismo visto nas bolsas internacionais e opera em alta, tanto em Nova York quanto em Londres. Já as commodities metálicas negociadas na capital britânica operam em queda, à exceção do cobre, que sobe cerca de 1%.
Brasil
Se a agenda de indicadores econômicos é tranquila lá fora, por aqui a história é diferente. Logo pela manhã, a Fundação Getulio Vargas anunciou o resultado do IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado) referente a junho, indicando deflação de 0,10%. No mês anterior, o índice havia registrado variação negativa de 0,07%.
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Ainda no início do dia, o Banco Central divulgou a atualização semanal do relatório Focus. O documento mostrou uma leve melhora nas expectativas do mercado para o PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro em 2009, prevendo queda de 0,5%. Na semana anterior, a projeção indicava recuo de 0,57%. Para esta manhã, ainda são aguardados os números da balança comercial e a Nota de Política Fiscal do BC.
Por fim, vale lembrar que a cena corporativa é novamente agitada pela oferta inicial da VisaNet. Depois de uma operação atribulada, as ações ordinárias da empresa estreiam na BM&F Bovespa nesta segunda-feira, sob o código VNET3.