HSBC vê cenário ainda modesto e corta sugestão e preço-alvo da ação da Vale

Banco acredita que mineradora deve repensar seu plano de investimentos de 2009; aposta de corte de 25% no preço do minério

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SÃO PAULO – A perspectiva de recuperação mais consistente no começo deste ano não convenceu os analistas do HSBC, que projetam um cenário modesto para a Vale no decorrer do ano. Já que a demanda continua fraca, a projeção da instituição é que os embarques de minério devem se confirmar mais tímidos do que o anteriormente previsto para a mineradora.

A ideia de um cenário ainda sem sinais concisos de melhora pressionou as projeções para a ação. O preço-alvo do HSBC para as ações preferenciais classe A da companhia (VALE5) foram reduzidos de R$ 35,50 para R$ 34,50. A recomendação caiu de overweight – acima da média – para neutra.

Plano de investimentos pede revisão

Como o cenário como um todo está sendo revisado para baixo, o HSBC acredita que a Vale deve enxugar seu plano de investimentos para 2009, que gira em torno de US$ 59 bilhões.

“Acreditamos que este é um bom momento para a Vale revisar seus planos de expansão em um esforço para garantir que sua oferta seja coberta pela demanda, evitando inundar o mercado com excesso de oferta em muitos casos”.

Cobre e níquel?

A perspectiva de volume menor de embarques de minério de ferro pode jogar o foco deste montante total para outros minérios, como cobre ou níquel. No entanto, a equipe de análise lembra da pressão das cotações: “muitos destes projetos não são economicamente viáveis nos preços atuais do níquel”.

A projeção também não é das mais otimistas para o mercado de cobre. “Esperamos reduções significativas nas expansões de cobre, da ordem de 200 mil toneladas a menos do que a produção atual da empresa”, concluem.

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Corte de 25% nos preços

Voltando ao minério de ferro, o HSBC segue com a projeção de um corte de 25% nos contratos firmados entre as siderúrgicas asiáticas e o produto advindo do Brasil. “As condições atuais do mercado à vista de minério de ferro já refletem preços similares, US$ 62-64 por tonelada”.