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SÃO PAULO – Depois dos recentes movimentos de realização no mercado de commodities, investidores começaram a se questionar se a alta nos preços, com cenário de recessão nos Estados Unidos, teria realmente fundamentos ou se seria mais uma bolha.
Tentando responder a esta questão, o banco HSBC diz que definir o avanço das commodities como bolha é exagero. Para a instituição financeira, “parte deste movimento de alta nos preços das commodities é resultado, basicamente, da desvalorização da moeda americana frente às demais moedas do mundo”.
Alta moderada
O banco diz que não vai trabalhar neste ano baseado em “cenário de overshooting”, referindo-se a possíveis distorções na atual escalada dos preços das commodities, mas acredita ser “bastante factível” apostar num cenário de alta moderada. O HSBC justifica dizendo que a elevada taxa de crescimento dos principais países emergentes, com destaque para a China, pode sustentar o patamar alto dos preços em 2008.
Demanda aquecida
Além da desvalorização do dólar, outro fator que sustenta o preço elevado de matérias-primas é a demanda internacional “principalmente nos países emergentes (com destaque para a China), seja em termos de commodities metálicas, seja em relação às commodities agrícolas e energéticas”.
O relatório apresenta como argumento indicadores recentes, que evidenciam a continuidade da tendência de alta, como a recente elevação em torno de 70% no preço do minério de ferro, levando a reajustes de 10% a 30% no preço do aço. “Se, de fato, a atividade econômica mundial estivesse acompanhando o ritmo da economia americana, dificilmente ocorreriam reajustes desta magnitude”, justifica a equipe do HSBC.