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SÃO PAULO – O HSBC atribui uma classificação overweight (desempenho acima da média do mercado) para as ações da Cetip (CTIP3), estimando um preço-alvo para os papéis da companhia de R$ 31,00 – o que representa um upside de 14,81% se comparado ao fechamento do dia 23 de janeiro.
Para atribuir estes valores, o analista Paulo Ribeiro afirma que foram considerados os resultados da redução da participação da GRV nas ações da companhia, os dados operacionais do quarto trimestre de 2011 e os preços descontados das ações da companhia contribuem para a recomendação dos ativos.
“A ação está sendo negociada a um desconto de 17% em relação ao patrimônio líquido de 2012 e de bolsas em mercado emergentes, mas a um prêmio de 71% em relação à BM&F Bovespa”, analisa.
Participações na Cetip
Com a redução da participação, os acionistas da GRV detêm uma participação de 5,3% na companhia, o que representa uma queda de em relação à participação anterior de 9,30%. Além disso, em janeiro deste ano, o grupo JCR reduziu sua participação de 6,2% para 4,8%.
“Com essa operação, estimamos que os ex-acionistas da GRV, grupo JCR e grupo Ibope diminuíram sua participação em aproximadamente 4% do capital total da Cetip, em comparação aos 5% que estão livres para alienar nos termos do acordo de restrições à venda das ações (lockup)”, explica Ribeiro.
O analista lembra que na sequência da venda não houve reação expressiva no mercado. No dia 18 de janeiro data do anúncio da venda da participação, a CTIP3 teve alta de 0,8%. Já no dia 11 de outubro de 2011, a ação da companhia registrou queda de 7% com a preocupação do mercado com a diluição (overhang) devido a potencial venda das ações pelos ex-acionistas da GRV. “Na época argumentamos que esses temores eram injustificados”, comenta Ribeiro.
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Resultados operacionais fortes
De acordo com o analista, os dados operacionais do quarto trimestre de 2011, destacam volumes fortes em renda fixa e derivativos e enfraquecimento no financiamento de veículos, resultados em linha com as expectativas do analista do HSBC.
“Para o ano de 2011, os volumes cresceram em comparação ao ano de 2010 em todos os segmentos, exceto no registro de veículos e, em geral, ficaram em linha com as taxas habituais em nosso modelo”, avalia Ribeiro.