HSBC eleva recomendação para Cesp, Copel, Tractebel e AES Tietê

Banco acredita que o setor ainda apresenta um bom ponto de entrada nas geradoras; Eletrobras e Light têm recomendações reduzidas

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SÃO PAULO – Depois de a média de queda de 24% no preço das ações do grupo de empresas de energia elétrica nos últimos três meses, os analistas do HSBC acreditam que o setor ainda apresente um bom ponto de entrada nas geradoras.

Diante disso, o analista Eduardo Gomide optou por elevar as recomendações para as ações da Cesp (CESP6), Copel (CPLE6), Tractebel (TBLE3) e AES Tietê (GETI4) de neutro para overweight (acima da média do mercado).

Por outro lado, o analista optou por rebaixar a recomendação da Light (LIGT3) para neutra e da Eletrobras (ELET3,ELET6) para underweight (abaixo da média do mercado). 

O banco traçou os cenários dos efeitos da legislação apresentada ao Congresso sobre essas empresas, pela qual o governo daria a opção às concessões de geração com vencimento de 2013 a 2017 de renovar essas concessões por 30 anos, com queda nas tarifas, além de uma indenização para ativos não depreciados.

Veja as alterações nas recomendações dos analistas
Empresa Ação Preço-alvo  Preço-alvo anterior Recomendação Recomendação anterior
AES Tietê GETI4 R$ 22,50 R$ 25,50 Overweight Neutral
Cemig CMIG4 R$ 26,00 R$ 35,00 Neutral Neutral
Cesp CESP6 R$ 22,50 R$ 33,00 Overweight Neutral
Copel CPLE6 R$ 34,50 R$ 51,50 Overweight Neutral
EDP ENBR3 R$ 14,00 R$ 15,00 Overweight Overweight
Eletrobras ELET3 R$ 5,00 R$ 18,30 Underweight Neutral
Eletrobras ELET6 R$ 5,70 R$ 27,00 Underweight Neutral
Light LIGT3 R$ 24,00 R$ 27,50 Neutral Overweight
Tractebel TBLE3 R$ 38,50 R$ 39,50 Overweight Neutral

Os cenários mais prováveis, na opinião do analista, é que a Eletrobras optará por renovar suas concessões, recebendo indenização de R$ 14 bilhões e tarifas de R$ 28 por megawatt/hora para as concessões a vencer. “Projetamos uma redução de 95% no LPA (Lucro por Ação) de 2013 para a Eletrobras em comparação a nossas estimativas anteriores” afirma.

Por outra lado, a Cesp é a aposta preferida do banco. O analista acredita que a companhia rejeitará a indenização de R$ 1 bilhão e tarifas de R$ 28/MWh a partir de 2013, mantendo as concessões a vencer até julho de 2015.

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Para ele, a rejeição dos termos propostos manteria a Cesp com geração de caixa relevante até julho de 2015. “Também gostamos de Copel, EDP Energias do Brasil e Tractebel, com base na exposição ao segmento de geração, com vantagens competitivas sobre os segmentos de distribuição e transmissão em relação a problemas regulatórios”.

Já para a Cemig, o cenário é de maior incerteza, com a possibilidade de uma renovação por 20 anos de 41% de sua energia assegurada, sem redução nas tarifas. Entretanto, não incorporando essa possibilidade, o analista mantém a recomendação neutra para os ativos. 

O banco atualizou ainda as premissas de preços no longo prazo no mercado livre pela inflação, passando de R$ 110/MWh para R$ 115/MWh. “Acreditamos que a recuperação do consumo industrial no Brasil, dentre outras razões, deve manter os preços em níveis atrativos, apesar de uma redução nas tarifas reguladas”, afirma.