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SÃO PAULO – A Braskem (BRKM5) e a Hypermarcas (HYPE3) tiveram seus preços-alvo elevados pelo HSBC após uma revisão de seus atuais cenários. No caso da Braskem, o novo preço ficou a R$ 25,00, ante projeção anterior de R$ 18,00, com elevação da recomendação de neutra para overweight (exposição acima da média do mercado).
Entre os fatores destacados pelos analistas Luiz Carvalho e Filipe Gouveia para a elevação de recomendação da companhia petroquímica, estão os sólidos resultados projetados para o segundo semestre desde ano e para 2014, além do múltiplos descontados da companhia e da recuperação da demanda por resinas no mundo, principalmente na China.
Já entre os fatores para o aumento do preço-alvo, a dupla aponta para o impacto do benefício fiscal de R$ 1 bilhão no Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) esperados para 2014, a incorporação das projeções do banco para os spreads petroquímicos globais e projeção atualizada para a desvalorização do real no próximo ano.
Porém, os dois ressaltam que não incluíram nas projeções o projeto Etileno XXI, cujo início das operações é esperado para 2015. Segundo o relatório, o VPL (Valor Presente Líquido) de US$ 950 milhões pode adicionar até R$ 2,8 por ação ação. Por outro lado, o principal risco para esta tese é a demanda global, a qual pode afetar os volumes e spreads, prejudicando os volumes de vendas e as margens.
Hypermarcas é a favorita na América Latina
Já no caso da Hypermarcas, os analistas Luciano Campos e Caio Moscardini afirmam ser sua ação preferida dentro do setor de saúde na América Latina. Entre os destaques, eles apontam para a demanda resiliente, puxada por seus produtos farmacêuticos e de higiene pessoal. A dupla chama atenção também para a implementação da reorganização das unidades de produção e distribuição, a qual têm sustentado ganhos de eficiência na margem bruta da companhia.
Além disso, a queda do dólar em relação ao real favorece a companhia, sustentando a melhoria do LPA (Lucro por Ação) e cria melhores condições de hedge. Com isso, eles esperam que a Hypermarcas continue a reduzir sua alavancagem, passando de um índice de dívida líquida/Ebitda de 3,1x em 2012 para 2,8x em 2013 e 2,2x em 2014.
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O HSBC elevou o preço-alvo para os ativos da companhia de R$ 19,50 para R$ 24,00, o que representa um potencial de valorização de 22,01%, ante o último fechamento.
Vale ressaltar que a companhia ganhou destaque no noticiário na véspera, em meio à notícia apresentada pela revista Veja.
Segundo a matéria, o deputado Saraiva Felipe (PMDB-MG) assumiu através de uma gravação telefônica que, por uma “ajuda mensal”, poderia ajudar empresas do setor farmacêutico – e citou a Hypermarcas como uma das favorecidas. Mas vale ressaltar que o Credit Suisse, em contato com o CEO e CFO da companhia, além da própria assessoria da empresa, em resposta ao InfoMoney, negaram veementemente quaisquer alegações que objetivem atingir a reputação da empresa.