HSBC eleva preço-alvo da Vale mas reduz de MMX, Usiminas, CSN e Gerdau

Banco elevou em 17% suas estimativas para o preço do minério de ferro, estimando que a commodity feche 2013 valendo US$ 123 por tonelada

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SÃO PAULO – A equipe de análise do HSBC revisou as projeções para as commodities, elevando em 17% as estimativas para o preço do minério de ferro em 2013, para US$ 123 a tonelada, ante uma projeção anterior de US$ 105. 

Apesar desta revisão para cima, as estimativas dos analistas Jonathan Brandt e Miguel Falcão seguem abaixo dos preços atuais no mercado à vista, com expectativa de que haverá uma moderação ao longo do tempo em virtude de uma piora no balanço entre a oferta e demanda no segundo semestre.

Com as revisões, Brandt e Falcão avaliam que as maiores beneficiadas serão a Vale (VALE3;VALE5), refletindo em uma alta de 24% do Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) do próximo ano, e a MMX Mineração (MMXM3), com uma elevação de 31% no Ebitda.

Com isso, os analistas elevaram o preço-alvo para as ações ordinárias da Vale, que passou de R$ 52,50 para R$ 54,50, o que configura um potencial de valorização de 35,74% em relação ao fechamento de quarta-feira (6). A recomendação segue neutra para os papéis da companhia. 

“Continuamos a gostar da nova estratégia da administração, de uma alocação de capital mais rígida, desinvestimento de ativos não estratégicos, e foco na criação de valor para o acionista”, avaliam. Contudo, apontam, os preços dos minérios de ferro devem seguir moderados quando terminar a reconstituição dos estoques na China e com os aumentos da oferta no segundo semestre.

Por outro lado, os analistas reduziram o target para os papéis da MMX, de R$ 4,50 para R$ 4,00, o que configura um potencial de valorização de 23,08% frente à última cotação de fechamento. Brandt e Falcão classificam a ação como conceitual, uma vez que ela depende menos dos fundamentos específicos da empresa por ter níveis mais baixos de produção.

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Com isso, ela é negociada mais com base em questões relacionadas a financiamento, preocupações com a execução de projetos e notícias relacionadas a outras empresas controladas por Eike Batista do que nos preços do minério de ferro, pelo menos no curto prazo.

Alta do preço do minério tem efeito diferente na siderurgia
Com relação às companhias siderúrgicas, o efeito da revisão dos preços de minério sobre o valuation é diferente. Se, por um lado, a CSN (CSNA3) é beneficiada, por ser exportadora líquida do minério de ferro, o impacto é neutro para a Gerdau (GGBR4), uma vez que a companhia é autossuficiente.

Com relação à última companhia, os analistas reduziram em R$ 0,50 o preço-alvo, para R$ 20,00 – com um potencial de valorização de 14,03% frente ao último fechamento. A recomendação para os ativos segue neutra. 

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Já a Usiminas (USIM3;USIM5), por sua vez, será prejudicada por ser compradora líquida de minério de ferro e de carvão. Os custos de minério de ferro representam cerca de 4%, 7% e 18% do custo total da CSN, Gerdau e Usiminas. 

Em relação às perspectivas para o setor siderúrgico, os analistas apontam que, apesar da alta nos preços das matérias-primas, qualquer tentativa de aumentar os preços de aço enfrentará resistência do governo. Isso por conta do possível impacto inflacionário e da demanda, que está desacelerada.

Dentro do setor, os analistas seguem com preferência para Vale, Gerdau e MMX, nesta ordem, com recomendação neutra para as três companhias. Já a Usiminas e a CSN aparecem nos últimos lugares, com recomendação underweight (desempenho abaixo da média do mercado).

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Veja as recomendações do setor de mineração e siderurgia do HSBC:

Companhia Ticker Recomendação

Preço-alvo
anterior 
Preço-alvo
atual 
Upside*
Vale VALE3 Neutra R$ 52,50 R$ 54,50 +35,74%
Gerdau GGBR4 Neutra R$ 20,50 R$ 20,00 +14,03%
MMX Mineração MMXM3 Neutra R$ 4,50

R$ 4,00

+23,08%
Usiminas USIM5 Underweight R$ 11,00 R$ 10,00 -2,63%
CSN CSNA3 Underweight R$ 13,00 R$ 11,00 +0,18%

*Em relação ao fechamento de 6 de fevereiro

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Lara Rizério
Mercados | Economia | Onde Investir

Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.