HSBC eleva preço-alvo da TIM projetando possível surpresa no crescimento

Banco vê empresa se destacar no setor graças ao foco em telefonia móvel e target dos ativos PN passa de R$ 7,50 para R$ 8,80

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SÃO PAULO – O HSBC elevou o preço-alvo das ações preferenciais da TIM (TCSL4), após aumentar as estimativas de receita e Ebitda (geração operacional de caixa) para a companhia. O banco inicia o ano com expectativas mais otimistas para o potencial de receitas a serem geradas com a transmissão de dados móveis, mas também cauteloso com os gastos adicionais gerados pela necessidade de novos investimentos.

Segundo o HSBC, dois fatores principais trazem uma visão positiva à telefonia móvel brasileira neste momento. O primeiro é a ascensão de população da baixa renda, que passa a também fazer uso de celulares. “Além disso, os serviços de dados móveis foram transferidos mais rapidamente do que o esperado dos desenvolvidos para os emergentes, trazendo um incremento de gastos dos grupos de maior renda”, explica o banco.

Com isso, há uma sobreposição de ciclos de crescimento de voz e de transmissão de dados, “se somando para gerar crescimento mais forte do que o esperado da receita total”, explica o HSBC. 

Por outro lado, a fim de dar suporte às demandas crescentes de transmissão de dados, que já se encontram parcialmente saturadas, os analistas Richard Dineen e Sean Glickenhaus apontam para a necessidade de investimento de “pelo menos alguma porção da geração de caixa incremental”. Além disso, o ambiente de preços de serviço de voz continua enfraquecido no Brasil.

TIM avança sobre concorrência
“Acreditamos que a ação oferece as melhores perspectivas de crescimento, beneficiada pelo crescimento residual da penetração de serviços de voz e um segmento de dados móveis em crescimento”, dizem Dineen e Glickenhaus em relatório. Considerando que os dois maiores pares regionais, a Vivo (VIVO3, VIVO4) e a Claro estão em processo de fusão para operar em telefonia fixa, a TIM passa a representar “uma combinação cada vez mais atrativa de crescimento e valor”.

Enquanto a líder do setor, a Claro, passa por um período de indefinição estratégica, pode ser a oportunidade para a TIM se destacar, diz o HSBC. Ademais, a concorrente apresenta um projeto de integração entre redes fixas e móveis e uma administração relativamente recente – o CEO (Chief Executive Officer) foi substituído no terceiro trimestre de 2010. 

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Chances de crescimento são promissoras
A TIM anunciou na teleconferência de resultados do quarto trimestre que seu plano de reestruturação já está perto de chegar ao final. Ainda assim, a equipe de análise do HSBC aponta para um crescimento contínuo e forte de lucros, conforme a empresa melhora sua escala. Devido a sua maior exposição a telefonia móvel, a TIM é a preferência do HSBC na América Latina. 

“A empresa ampliou sua cobertura urbana de 3G para cerca de 60% da população no final do ano passado, modernizou seu pacote de dados para consumidores e promove mais agressivamente os smartphones desde o último trimestre de 2010”, explica o banco.

Aumento de preço-alvo
Desta forma, o preço-alvo para as ações preferenciais passou de R$ 7,50 para R$ 8,80, um upside potencial de 29,4% em relação ao pregão desta quarta-feira (23). A recomendação de overweight foi mantida. No caso dos papeís ON, o target passou de R$ 10,00 para R$ 11,00, upside de 35,13% em relação ao último fechamento. A recomendação também é overweight.

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Vale dizer, por fim, que os papéis preferenciais e ordinários da TIM se destacaram entre as altas da sessão, subindo 3,82% e 5,85%, nessa ordem.