HSBC eleva preço-alvo da TAM para R$ 41 e mantém recomendação neutra

Novas projeções macroeconômicas e expectativa pela criação da Latam foram consideradas pelo banco para alterar estimativas

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SÃO PAULO – O HSBC aumentou seu preço-alvo para as ações da TAM (TAMM4) de R$ 39,00 para R$ 41,00 nos próximos 12 meses. A alteração representa um upside de 1,11%, se comparado ao fechamento do dia 16 de fevereiro. O banco manteve a recomendação neutra para a companhia aérea.

Os analistas Luciano Campos e Marcello Güinthe afirmam que os motivos incorporados para a mudanças são as novas projeções macroeconômicas, sendo a mais relevante uma nova taxa de câmbio de R$ 1,87 – ante a perspectiva de R$ 1,65 – para este ano. Já para 2013 a expectativa do banco para a taxa de câmbio passou de R$ 1,68 para R$ 1,85.

Também foi considerada pelos analistas uma revisão na expectativa do setor, com um  menor crescimento da capacidade, trazendo aumento nas taxas de ocupação e yields e projeções atualizadas para a Multiplus (MPLU3).

“Consequêntemente, nossas premissas de receitas líquidas foram alteradas para R$ 14,5 bilhões e R$ 15,5 bilhões ante R$ 13,6 bilhões e R$ 15,8 bilhões – para 2012 e 2013, respectivamente – e nossas premissas de Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) mudaram para R$ 493 milhões e R$ 1,3 bilhão, ante R$ 394 milhões e R$ 1,8 bilhão, para 2012 e 2013”, nesta ordem, explicam os analistas em relatório.

Balanço do 4º trimestre e expectativa pela LATAM
Eles afirmam ainda que a TAM está próxima de concluir a fusão com a LAN, o que resultará no fechamento de capital e na criação da Latam. Portanto, os resultados referentes ao quarto trimestre de 2011 terão um impacto pequeno sobre o desempenho da ação.

“A mensagem importante que surgiu nos resultados do quarto trimestre é que as grandes empresas na indústria aérea brasileira parecem estar comprometidas em desaceleram a expansão da capacidade a fim de permitir um aumento nas taxas de ocupação e yields para enfrentar um dólar ainda forte e preços do petróleo elevados”, concluem.