HSBC eleva participação da Vale em carteira top picks para novembro

Em busca de ações com catalisadores de curto prazo, analistas também incluem OGX e aumentam peso em BR Foods

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SÃO PAULO – O HSBC Global Research elevou a participação da Vale (VALE3, VALE5) em sua carteira top picks para novembro, além de também aumentar o peso da BR Foods (BRFS3) em seu portfólio e incluir as ações da OGX Petróleo (OGXP3). Por outro lado, os papéis da Tractebel Energia, que haviam sido adicionados em outubro, deixaram de fazer parte da carteira, assim como as ações da Hering (HGTX3).

Segundo relatório assinado por Carlos Nunes, Débora Agonilha e Flávia Araújo, a estratégia para novembro consiste em reduzir a exposição a setores ligados ao varejo no Brasil, enquanto a prioridade fica por conta dos papéis com catalisadores de curto prazo.

Levando-se em consideração o cenário internacional, os analistas revelam que o humor dos mercados sofreu uma leve melhora após a divulgação do acordo entre os líderes europeus sobre diversas medidas anticrise, mas ressaltou que os riscos permanecem. “Além disto, a nova rodada de discussões sobre corte do orçamento nos EUA e o inesperado enfraquecimento mais forte da economia brasileira potencializaram os pontos de atenção no curto prazo”, alertam.

Desempenho do mês anterior
Em novembro, a carteira top picks registrou desempenho positivo de 6,06%, variação inferior ao do Ibovespa, o qual marcou alta de 11,49% no período. Os destaques positivos do portfólio do HSBC ficam por conta das ações da Hering (+22,09%) e do Itaú Unibanco (+12,71%), ao passo que os da Multiplan (-0,37%) e da Odontoprev (-2,77%) figuram na ponta negativa. 

Confira a carteira recomendada pelo HSBC para novembro:

Empresa   Ticker      Participação   
Redecard RDCD3 10%
AES Tietê GETI4 10%
Odontoprev ODPV3 10%
São Martinho SMTO3 10%
Multiplan MULT3 10%
Itaú Unibanco ITUB4 10%
Brasil Foods BRFS3 15%
OGX Petróleo OGXP3 10%
Vale  VALE3 15%

Oportunidades de curto prazo
Desta forma, o incremento da participação da Vale pode ser explicada pela expectativa de recuperação nos preços do minério de ferro, “dado que aos preços atuais, a produção de minério da China e Índia deixam de ser economicamente viável, sustentando a boa tese de investimentos da Vale”.

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Na lógica dos catalisadores de curto prazo, a OGX Petróleo (OGXP3) chama a atenção por estar cotada próxima a patamares de 2008 e por possuir triggers de curto e médio prazo, tais como o início da extração e produção de óleo, previstas para esse mês.

O aumento no peso da BR Foods é justificado pelos “resultados sólidos” no terceiro trimestre e pela revisão positiva que a companhia realizou para as sinergias capturadas na fusão entre Sadia e Perdigão. “A Brasil Foods também tem um bom mix de receitas para responder a uma possível desaceleração no ritmo de crescimento interno, uma vez que 40% de suas vendas são direcionadas a mercados estrangeiros, sendo 70% delas embarcadas para mercados emergentes”, escrevem os analistas.

Por fim, as ações da Tractebel Energia (TBLE3) foram excluídas com base na desaceleração do consumo interno e pelo fato de que a estratégia de hedge de inflação proposta no mês anterior já não se encontra mais na visão Top Down do HSBC.