HSBC avalia setor elétrico e inicia cobertura de distribuidoras brasileiras

CPFL e Energias do Brasil receberam recomendação overweight, enquanto Eletropaulo conta com sugestão neutra

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SÃO PAULO – Como conseqüência natural do processo de revisão tarifária, a busca pelo aprimoramento das operações aparece como um dos temas principais entre as distribuidoras brasileiras de energia. A avaliação é da HSBC Corretora, que divulgou relatório sobre o setor nesta quarta-feira (12).

Para a instituição, a forte redução nas tarifas deve abreviar o processo de consolidação setorial e aquecer a procura por oportunidades de fusões e aquisições entre as empresas, a começar pelo leilão de privatização da Cesp, previsto para o próximo dia 26, na Bovespa.

Adicionalmente, os analistas ressaltam que o crescimento da demanda por energia no Brasil irá requerer mais investimentos das companhias, além de destacarem o quesito “eficiência” como ponto importante a ser monitorado pelos investidores.

Tendo em vista este cenário, a corretora iniciou a cobertura de três das maiores distribuidoras elétricas brasileiras: CPFL Energia, Energias do Brasil e Eletropaulo.

CPFL é a mais bem posicionada

Segundo o HSBC, o histórico bem-sucedido de aquisições da CPFL Energia nos últimos anos deixa a companhia em boa posição para se tornar uma das principais consolidadoras do setor.

Além disso, os analistas destacam de forma favorável as projeções da companhia para um crescimento de 37% em sua capacidade de geração até 2010. Para quem dúvida se a meta será alcançada, eles lembram que a empresa é reconhecidamente uma das mais eficientes do País.

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Acreditando que a CPFL é a empresa mais bem posicionada no atual cenário, a instituição classifica as ações (CPFE3) como overweight – acima da média – e as coloca como principal recomendação do setor, com preço-alvo de R$ 42,00 para os próximos doze meses (upside de 13%).

Energias do Brasil também acima da média

A corretora aponta a Energias do Brasil como uma boa opção para os investidores mais conservadores, apesar do histórico de distribuição de dividendos da companhia ser baixo em comparação à outros players do setor.

Os analistas destacam positivamente a estratégia de crescimento da distribuidora através da geração, mas acreditam que ela deixa passar boas oportunidades de expansão por outros meios, como aquisições e parcerias.

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Mesmo com estas ressalvas, os papéis da Energias do Brasil (ENBR3) também receberam sugestão overweight do HSBC, que estima um preço-alvo de R$ 34,00, deixando um potencial de valorização de 37%.

Eletropaulo sustenta cautela

O otimismo da corretora dá lugar à cautela quando chega a vez de avaliar a Eletropaulo. Para ela, a revisão nas tarifas deve diminuir a rentabilidade da companhia e, conseqüentemente, seu dividend yield, quesito que costumava ser alvo de freqüentes elogios.

Além disso, os analistas lembram que a estratégia da empresa não inclui metas de expansão, a não ser atender a evolução da demanda em sua área de concessão, que foi de apenas 0,1% em 2006.

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Por estes motivos, as ações da Eletropaulo (ELPL6) receberam recomendação neutra do HSBC, com um preço-alvo de R$ 150,00 para o próximo ano (upside de 13%).