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SÃO PAULO – Novembro foi um mês relativamente calmo para os mercados se comparado ao período iniciado em junho. Conforme destacou o HSBC, as bolsas globais continuaram a tendência de baixa em função dos novos desdobramentos da crise, enquanto os governos anunciavam planos de ajuda no intuito de diminuir o ritmo de deterioração das expectativas de crescimento.
“Continuamos, assim, em compasso de espera, analisando os efeitos da desaceleração global e dos incentivos governamentais, e reconhecendo o cenário delicado que vemos atualmente”, afirmaram os analistas no boletim mensal da instituição.
Citando que a piora do risco soberano e a queda nos preços das commodities reduziram a atratividade das bolsas dos emergentes, eles acreditam que no curto prazo o mercado brasileiro pode sofrer com a continuada revisão de lucros devido a uma economia global mais fraca. “No longo prazo, entretanto, vemos potencial atrativo de valorização do mercado de ações”, avaliam.
Já com relação ao câmbio, o banco também apontou a maior aversão ao risco dos investidores e a baixa das commodities como principais responsáveis pela desvalorização do real frente ao dólar. Desta maneira, ele acredita que o mercado de câmbio continuará apresentado forte volatilidade no curto prazo.
De acordo com cada perfil
Com base em tais considerações e expectativas, o HSBC traça suas recomendações ao investidor de olho no mercado de fundos de investimentos, sugerindo diferentes estratégias de alocações de recursos, de acordo com o perfil de cada investidor. Confira:
| Sugestões do HSBC de alocação em fundos de acordo com o perfil do investidor | ||||||
| Perfil do Investidor | Ações | Multim. | Renda Fixa | DI | Cambial | Inflação |
| Conservador | 3% | 20% | 0% | 77% | 0% | 0% |
| Moderado | 10% | 55% | 0% | 35% | 0% | 0% |
| Agressivo | 19% | 71% | 0% | 10% | 0% | 0% |
“Não recomendamos exposição a fundos cambiais tanto pela alta volatilidade quanto pela desvalorização já forte do real nos últimos meses”, explicam os analistas, que ainda citam a incerteza sobre os fluxos de curto prazo para justificar a falta de sugestões em posições em dólar.
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Renda fixa e ações
Mas o HSBC também compartilha de suas perspectivas para outros perfis de aplicação. Os fundos voltados à renda fixa, por exemplo, seguem sendo vistos com cautela pelo banco, ainda mais com a forte queda das taxas pré-fixadas no último mês, pressionadas pela expectativa de redução da atividade doméstica e por números de inflação corrente mais fracos.
“Acreditamos que o cenário atual é delicado para a inflação e que os efeitos do câmbio nos preços ainda devem ser sentidos, gerando um potencial efeito negativo na curva de juros. Dentro desse racional não recomendamos exposição a fundos de renda fixa”, afirmam os analistas.
Por sua vez, o mercado de ações também recebe perspectivas cautelosas, uma vez que as sucessivas revisões nas expectativas de crescimento dos lucros corporativos evidenciam a situação delicada das ações no curto prazo. “Assim, apesar de mantermos a visão positiva de longo prazo, não recomendamos compras agora”, diz a equipe do HSBC.