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SÃO PAULO – Depois de aproximadamente 1% de contração na economia global no ano passado, o quadro de 2010 se mostra mais promissor para a HSBC Global Asset Management. De acordo com a gestora, apesar de a recuperação ser mundial, o Brasil oferece uma história “bastante interessante” em termos de desempenho econômico.
De maneira geral, a previsão é de que tanto países emergentes quanto desenvolvidos retomem o crescimento, trazendo um avanço de mais de 4% ao PIB (Produto Interno Bruto) global – desempenho esse que deve ser impulsionado pela normalização das condições econômicas e financeiras e da continuidade das políticas de estímulo.
Entretanto, os mercados nem sempre reagem bem a sinais de recuperação, pois eles podem sinalizar o final das políticas de estímulo – temor que afeta especialmente os EUA. Para a gestora, o evento mais importante é se e quando o Fed elevará os juros americanos. “Não antevemos esse movimento neste ano, uma vez que as dificuldades enfrentadas pela economia americana permanecem. Mas monitorar a probabilidade desse evento é uma das tarefas mais importantes para 2010”.
O último mês do ano ajudou a reforçar o otimismo. Além das projeções bastante favoráveis para a economia global e para o cenário doméstico, a gestora destaca alta das taxas de juros pré-fixadas de longo prazo nos títulos do governo americano como um sinal positivo para o ano. “Esse movimento foi determinado pelo mercado de trabalho mais forte que o esperado nos EUA e por uma confiança maior em relação ao cenário de 2010”, afirmam os gestores.
China, Índia e Brasil
De acordo com a gestora, além dos EUA, dois países que merecem comentários a parte são Índia e China, ambos com mercados populosos e relevantes em termos de política econômica. Depois do forte crescimento em 2009, os dois países devem avançar de forma “robusta” em 2010 – mantendo a demanda por commodities de alimentos e metais, o que beneficia o Brasil.
Além disso, os gestores destacam que a recessão no Brasil foi mais rápida e menos intensa do que em outros países, devido a situação confortável nos mercados de crédito e imóveis, além da menor vulnerabilidade externa em termos de capitais e de exportações.
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A gestora também aponta as agressivas decisões de política econômica como benéficas para o País, com destaque para a redução da taxa básica de juros, injeção de liquidez no sistema financeiro, cortes de impostos para determinados setores e política de crédito dos bancos públicos.
Com isso, 2009 terminou melhor do que muitos esperavam, abrindo caminho para um 2010 ainda mais positivo para a economia brasileira.
Investimentos
Considerando o cenário previsto para 2010, a gestora de recursos do HSBC mantém uma visão positiva para o mercado de ações no início do ano. “Esperamos que o foco fique concentrado no bom desempenho econômico projetado para a economia global em 2010. Em especial, o crescimento forte da economia brasileira no próximo ano deve trazer ainda mais destaque para o Brasil no cenário internacional, atraindo investidores estrangeiros”, afirma a gestora.
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Os gestores também seguem apostando em fundos multimercados, assim como em fundos de crédito privado – que, na visão da equipe, ainda têm potencial de ganhos, assim como debêntures e CDB’s selecionados.
Por outro lado, a exposição a fundos cambiais não está na lista de bons investimentos da gestora, devido ao fluxo de investidores estrangeiros, dos juros locais atraentes e da trajetória consistente de recuperação da economia doméstica.
Confira as recomendação para cada perfil de investidor:
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| Perfil | Ações | Multimercados | Renda Fixa | DI | Cambial | Inflação | Crédito Privado |
| Defensivo | 0% | 0% | 0% | 100% | 0% | 0% | 0% |
| Conservador | 4% | 6% | 13% | 52% | 0% | 0% | 25% |
| Moderado | 11% | 18% | 13% | 33% | 0% | 0% | 25% |
| Agressivo | 25% | 42% | 13% | 10% | 0% | 0% | 10% |