Honda sofre impacto tarifário de US$ 850 milhões no trimestre até junho

Impacto das tarifas e mudanças na política ambiental dos EUA pressionam resultados da montadora, que busca estratégias para reduzir custos e mantém lucro graças ao segmento de motocicletas

Estadão Conteúdo

Veículos da Honda e da Tesla alinhados em um pátio de armazenamento de veículos em um porto industrial, em Yokohama, perto de Tóquio, Japão, 23 de julho de 2025. REUTERS/Kim Kyung-Hoon
Veículos da Honda e da Tesla alinhados em um pátio de armazenamento de veículos em um porto industrial, em Yokohama, perto de Tóquio, Japão, 23 de julho de 2025. REUTERS/Kim Kyung-Hoon

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A política comercial e ambiental dos EUA levou o negócio de automóveis da Honda Motor a registrar prejuízo no trimestre encerrado em junho. A montadora japonesa informou nesta quarta-feira (6) que o impacto das tarifas do governo Trump foi de 125 bilhões de ienes, o equivalente a cerca de US$ 850 milhões, um dos maiores já reportados pela indústria automotiva até o momento.

A Honda também contabilizou outros 113 bilhões de ienes (US$ 765 milhões) em provisões e baixas contábeis relacionadas ao seu programa de veículos elétricos, após o presidente dos EUA, Donald Trump, cancelar créditos fiscais para veículos elétricos e multas por não cumprimento de emissões.

A empresa espera que o impacto tarifário diminua daqui para frente, prevendo custos de 450 bilhões de ienes (US$ 3,05 bilhões) para este ano fiscal. Três meses atrás, a montadora projetava um impacto bem maior, de 650 bilhões de ienes (US$ 4,4 bilhões). A previsão considera que a tarifa de 25% sobre importações do Canadá e do México, onde a empresa produz alguns veículos para o mercado americano, será mantida.

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Para mitigar o impacto das tarifas, a Honda está considerando adicionar turnos extras em suas fábricas nos EUA e trabalhar com fornecedores para utilizar peças manufaturadas no país, segundo o diretor financeiro da empresa, Eiji Fujimura.

Apesar dos desafios, a Honda garantiu lucro operacional de 244 bilhões de ienes (US$ 1,65 bilhão) no trimestre, graças à força do seu negócio de motocicletas, especialmente na América Latina.

Na Bolsa de Tóquio, as ações da Honda fecharam em alta de 1,52% no pregão desta quarta-feira.