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SÃO PAULO – O governo holandês irá destinar US$ 27,5 bilhões para tentar proteger as companhias financeiras no país, conforme afirmaram o ministro das finanças Wouter Bos e o líder do banco central Nout Wellink, na última quinta-feira (9). Cerca de US$ 22 milhões já ficaram disponíveis na véspera, com o agravamento da crise na Europa.
De acordo com as duas autoridades, os recursos poderão ser aplicados em empresas consideradas saudáveis e que “demonstram certa responsabilidade financeira”, podendo a ajuda ser estendida a outras instituições que também se mostrem viáveis. Bos completou ainda que outros países europeus planejam adotar medidas semelhantes.
O ministro das finanças apontou que a injeção de recursos poderá envolver a participação do governo via compra de ações, dependendo da legislação vigente ou da estrutura corporativa das beneficiadas. O anúncio foi feito quase uma semana após a Holanda intervir nas operações do Fortis, bem como em sua participação no ABN Amro.
Condições da ajuda
O acesso aos recursos poderá exigir elementos como a garantia de retornos, o financiamento dos custos do governo e intervenções nos salários dos executivos e na comissão dos diretores.
Wouter Bos também ressaltou que a garantia do governo aos depósitos de clientes no Landsbanki foi elevada de 38 mil euros para cerca de 100 mil euros, direito este que deverá ser exercido por aproximadamente 108 mil correntistas – embora na maior parte dos casos as contas envolvam valores inferiores ao limite garantido pela Holanda.