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SÃO PAULO – O relatório do Setor Externo, publicado pelo Banco Central, mostrou uma queda significativa no volume de investimentos estrangeiros diretos no Brasil em novembro de 2002. No acumulado do ano, os investimentos também apresentaram redução frente ao mesmo período do ano anterior.
A instabilidade da economia e a indefinição política que prevaleceram durante a maior parte do ano diminuíram o apetite dos investidores estrangeiros, principalmente por parte de países com maior tradição de investimentos no Brasil, como EUA e Espanha.
Holanda segue como maior investidor em 2002
Após um investimento de US$ 146 milhões em novembro, os investidores originários da Holanda seguem na liderança no que diz respeito ao investimento direto no Brasil em 2002. No acumulado do ano, o total já atinge US$ 3,1 bilhões, ou 18,6% do total, um incremento de 105% em relação ao total de US$ 1,51 bilhão registrado no mesmo período de 2001.
A segunda posição fica com os EUA, que aumentaram o volume de investimentos em novembro para US$ 238 milhões, frente aos US$ 221 milhões do mesmo período ano anterior. Entretanto, no acumulado do ano, o volume de recursos apresenta uma significativa queda de 45%, passando de US$ 3,76 bilhões para US$ 2,06 bilhões.
Apesar dos investimentos de apenas US$ 21 milhões em novembro de 2002, frente a US$ 69 milhões no mesmo período do ano anterior, a França segue no terceiro lugar no acumulado do ano. Neste período, o montante investido pelos franceses alcançou US$ 1,73 bilhão, contra US$ 1,78 bilhão nos mesmos meses de 2001.
Espanhóis reduziram injeção de capital no país
Por outro lado, os investimentos espanhóis na economia brasileira registraram forte queda em novembro em relação ao mesmo mês do ano anterior. Na comparação mês a mês, os investimentos caíram de US$ 590 milhões para apenas US$ 33 milhões em novembro desse ano.
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A mesma tendência foi verificada no acumulado do ano, passando de US$ 2,656 bilhões, que garantia o segundo lugar, para US$ 524 milhões em 2002, o que leve o país ibérico ao 10º lugar.
Confira abaixo os maiores investidores diretos no Brasil por país, excluindo empréstimos inter-companhias, no acumulado de onze meses:
| Jan-Nov/2002 | Jan-Nov/2001 | |||
| US$ milhões | % Total | US$ milhões | % Total * | |
| Holanda | 3,097 | 18,6% | 1,511 | 9,0% |
| EUA | 2,058 | 12,3% | 3,763 | 21,2% |
| França | 1,726 | 10,3% | 1,772 | 9,1% |
| Ilhas Cayman | 1,500 | 9,0% | 1,343 | 8,3% |
| Bermudas | 1,442 | 8,6% | 599 | 2,9% |
| Luxemburgo | 1,007 | 6,0% | 132 | 1,4% |
| Canadá | 952 | 5,7% | 428 | 2,1% |
| Portugal | 871 | 5,2% | 495 | 8,0% |
| Alemanha | 525 | 3,1% | 933 | 5,0% |
| Espanha | 524 | 3,1% | 2,656 | 13,1% |
| Total | 16,689 | 100% | 17,011 | 100% |
* Doze meses de 2001
Fonte: Banco Central