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SÃO PAULO – Fazer o Ensino Médio no exterior pode ser uma alternativa para quem quer conhecer um outro idioma e não perder conteúdo escolar. Mas passar pela experiência tem um custo, que aumenta consideravelmente quando se opta por uma instituição particular a uma pública. Na empresa de intercâmbio STB, optar pelo colégio pago dá mais autonomia ao viajante, que pode escolher a região onde quer ficar e mudar a grade curricular.
Por isso, na empresa, estudar o segundo grau nos Estados Unidos, a chamada high school, por exemplo, custa US$ 5.900 (o ano letivo), em uma escola pública, e US$ 13.900 (o ano letivo), em uma particular. Os valores são correspondentes à parte terrestre, calculando-se uma média de US$ 250 a US$ 300 para mesada.
Considerando a cotação do dólar comercial a R$ 1,77 (de 06 de dezembro), estudar 12 meses em uma escola pública custaria R$ 10.443, enquanto em uma instituição particular sairia por R$ 24.603.
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High school e segundo grau
Na CI, empresa que trabalha somente com pacotes para escolas particulares, ir para o Canadá durante seis meses custa US$ 8.512. Na Nova Zelândia, o valor sobe para US$ 9.413. Nesses casos, incluem-se as despesas com alimentação e acomodação, mas não com a passagem aérea.
Já na STB, o semestre letivo custa US$ 10.245 para o Canadá e o ano letivo, US$ 19.776. Para a Nova Zelândia, por sua vez, o valor é de US$ 9.770 (semestre) e US$ 18.600 (anual). Os valores são de parte terrestre e incluem mesada, sujeitos a alterações sem aviso prévio.
Para a diretora da Bex Intercâmbio Cultural, Natália Payne, estudar um ano do ensino médio em uma escola pública nos EUA pode ser mais barato do que pagar uma instituição particular no Brasil. A mensalidade de um programa pode chegar a R$ 805, com moradia, alimentação e seguro de saúde.
“Devemos contar, ainda, a imersão no idioma inglês, que dará ao aluno uma fluência de fundamental importância por toda a vida. Sem falar no valor da experiência intercultural e no amadurecimento pessoal”, disse. Mas deve-se também levar em consideração a grade curricular de outro país, para que o aluno não tenha problemas quando resolver voltar para o Brasil.
Intercâmbio cresce no Brasil
De acordo com a ALTO (Association of Language Travel Organisations), o Brasil é o quarto país no envio de estudantes ao exterior. A expectativa de expansão do mercado para 2007 é de 17%. Para os próximos anos, deve ficar em torno de 15%.