Hedge funds e short-sellers resistem em descobrir suas posições à SEC

Investidores comparam segredos com fórmula secreta da Coca-Cola; Xangai poderá ser a solução para capital dissidente

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SÃO PAULO – Frente à proibição da SEC (Securities and Exchange Comission) acerca dos short-sellers, os gestores de hedge funds mantêm-se relutantes em descobrir suas posições aos reguladores norte-americanos nesta segunda-feira (29).

No entanto, tal movimento explicitará tanto aos acionistas, que culparam as vendas a descoberto pelas perdas recentes no mercado de capitais, quanto à instituição reguladora quais são os motores responsáveis pelas oscilações de Wall Street.

Coca-Cola revelaria?

Para efeito de comparação, os hedge funds e os short-sellers equipararam suas operações à fórmula secreta da Coca-Cola, afirmando que, assim como a fabricante de refrigerantes não revelaria seus segredos aos concorrentes, os investidores não descobririam suas posições em púbico.

Em contrapartida, a pressão é forte: “o Comitê está comprometido a usar todas as armas disponíveis em seu arsenal para combater a manipulação do mercado que ameaça os investidores e o mercado de capitais”, afirmou o chairman da SEC, Christopher Cox, em comunicado.

A instituição reguladora quer que os short-sellers revelem suas posições no início do pregão, o numero de títulos nas operações de securitização que foram vendidos a descoberto, o valor destes títulos e a posição short no final da sessão.

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Negócio da China

Visando impulsionar o benchmark cuja performance caracterizou-se como a pior neste ano, a comissão reguladora das negociações na China contrapõe-se à tendência generalizada de proibição das vendas a descoberto e pretende permitir a realização de tais movimentos em Xangai.

Perante o impedimento dos short-sellers nas principais praças financeiras ao redor do mundo, como Tóquio, Londres e Frankfurt, poderá observar-se nos próximos meses uma entrada expressiva de capital em terras sínicas, auxiliando o principal objetivo da instituição reguladora chinesa na permissão destas operações: a introdução nas negociações dos mercados futuros do índice Shangai Composite.