Maior ataque da história

Hacker começa a devolver parte dos US$ 600 mi em criptomoedas roubadas de protocolo DeFi

Até o início da tarde desta quarta, o hacker havia devolvido cerca de US$ 4,7 milhões, que representam menos de 1% do total roubado

Por  Rodrigo Tolotti -

SÃO PAULO – Um dia após o anúncio de um dos maiores roubos de criptomoedas da história, o hacker responsável pelo ataque ao protocolo Poly Network começou a devolver parte dos recursos que pegou.

Ainda na tarde de terça-feira (10), o hacker passou a deixar mensagens na blockchain do Ethereum, entre elas uma zombando de que ele poderia ter roubado US$ 1 bilhão e outra indicando que poderia devolver alguns tokens.

O início da devolução dos tokens roubados também ocorre após a Slowmist, empresa de segurança de blockchain, afirmar que descobriu algumas informações da identidade do hacker.

Segundo informado pela Poly Network ontem, foram roubados US$ 273 milhões em tokens da Ethereum, US$ 250 milhões na Binance Smart Chain e US$ 85 milhões em US Dollar Coin (USDC) na rede Polygon (MATIC).

Até o início da tarde desta quarta-feira (11), o hacker devolveu US$ 1 milhão em USDC na blockchain Polygon, US$ 2 milhões em Shiba Inu e US$ 600 mil em FEI na rede Ethereum, e US$ 1,1 milhão em BTCB (token lastreado ao Bitcoin) na Binance Smart Chain.

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O total, de cerca de US$ 4,7 milhões, porém, representa menos de 1% do total roubado.

Antes de iniciar a devolução dos recursos, o hacker criou um novo token, chamado “The hacker is ready to surrender” (“O hacker está pronto para se render”, em tradução livre) e enviou para o endereço requisitado na blockchain Polygon.

Ainda não se sabe os motivos do ataque e nem porque o hacker está devolvendo, ainda que uma pequena fração, do valor. Especula-se que ele possa ser do tipo “white hat” (chapéu branco, em tradução livre), como são conhecidos os “hackers bonzinhos”, que realizam ataques para testarem e descobrirem falhas em sistemas.

Em uma de suas mensagens, o hacker pediu o fim das chamadas DAOs, ou organizações autônomas descentralizadas, que não precisam de intermediários para processar transações e que usam programas de computador para definirem suas regras.

“Já é uma lenda ganhar tanta fortuna. Será uma lenda eterna para salvar o mundo. Eu tomei a decisão, chega de DAO”, disse o hacker.

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