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A Grendene (GRND3) apresentou seus resultados do primeiro trimestre de 2026 na noite desta quinta-feira (7). A companhia divulgou lucro líquido de R$ 102,1 milhões, com queda de 9,9% na comparação com o mesmo período de 2025.
A receita líquida da companhia ficou em R$ 533,8 milhões, com retração de 5,3% em relação ao primeiro trimestre de 2025. A companhia registrou, mesmo assim, crescimento de 1,6% no volume de pares vendidos, que chegou a 25,7 milhões.
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Já a receita bruta ficou em R$ 682,9 milhões, com queda de 3,2% na comparação anual, fruto de combinação entre maior volume e redução de receita bruta por par, de acordo com o relatório que apresentou os resultados da companhia. A linha recuou 4,7% no trimestre, em especial pela mudança de mix, com maior participação de Ipanema e menor participação de Melissa.
“Para 2026, seguimos focados em fortalecer nossas marcas, ampliar competitividade e adaptar nosso portfólio ao atual perfil de consumo do mercado. Entre as prioridades do ano estão a evolução das linhas de maior conforto e versatilidade, especialmente produtos em EVA, além do fortalecimento de marcas como Ipanema, Rider e Melissa”, diz.
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Novo perfil de consumo
“Apesar de um ambiente ainda desafiador para o consumo, tanto no Brasil quanto no cenário internacional, a Grendene apresentou um resultado resiliente no primeiro trimestre de 2026, com crescimento de volume no mercado interno, sólida geração de caixa e manutenção de uma estrutura financeira bastante robusta”, afirma Alceu Albuquerque, CFO da companhia, em nota ao InfoMoney.
O executivo explicou que houve uma mudança no perfil de consumo, com maior demanda por categorias mais acessíveis e de maior giro, especialmente em marcas como Ipanema e em linhas masculinas. Por outro lado, produtos de maior valor agregado, como Melissa, sentiram mais intensamente o menor fluxo no varejo físico, segundo o CFO, refletindo um consumidor mais seletivo e racional diante do atual cenário macroeconômico.
“Também observamos um ambiente competitivo mais intenso no mercado doméstico, com avanço das importações de calçados, especialmente de origem asiática. Nesse contexto, a Companhia atuou de forma bastante disciplinada na gestão de mix, canais, despesas e capital de giro, preservando competitividade e eficiência operacional”, diz.
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Impacto do conflito no Irã
O executivo afirmou que os conflitos no Oriente Médio, incluindo as tensões envolvendo Irã e Estados Unidos, têm gerado impactos indiretos sobre logística internacional, custos de transporte, prazos de entrega e confiança de consumo em alguns mercados.
“Além disso, já observamos impactos relevantes nos preços de matérias-primas derivadas do petróleo, especialmente da resina de PVC, principal matéria-prima utilizada pela Companhia. Em alguns casos, os reajustes anunciados pelos fornecedores chegaram à ordem de 50%, refletindo a forte volatilidade recente no mercado internacional de petróleo e derivados”, diz.
Apesar disso, ainda seria cedo para quantificar impactos financeiros totais nos números da companhia.
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