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SÃO PAULO – Aliados do primeiro-ministro grego, Antonis Samaras, querem mais dois anos para que o país consiga implantas as medidas de austeridade desejadas, noticiou a imprensa internacional nesta segunda-feira (30).
Os três partidos da coalizão concordaram em cortes de € 12 bilhões mas ainda não formalizaram, o que pode atrasar o empréstimo por parte da União Europeia e FMI (Fundo Monetário Internacional).
Os dois partidos de esquerda da coalisão pedem pela adiação para atenuar os efeitos que isso poderia trazer para a economia, que já passa por uma severa recessão. O Pasok e o Esquerda Democrática querem que o tempo para esses cortes seja de até quatro anos, ao contrário do Nova Democracia, partido de Samaras, que os deseja em até dois anos.
A intenção do Nova Democracia é restaurar a credibilidade internacional da Grécia frente aos seus credores, e permitir que os pacotes de ajuda sejam liberados sem atrasos. Enquanto o Pasok, do antigo ministro de finanças Evangelos Venizelos, tende a aceitar apenas pequenas alterações, o Esquerda Democrática não deve aceita-las.
A Grécia passa pelo seu 5º ano de recessão e tem dependido dos pacotes de ajuda para conseguir pagar suas contas. Há especulações que a Grécia precise de uma segunda reestruturação de dívida para retornar a patamares sustentáveis, além de uma elevação de cerca de € 20 a € 50 bilhões no pacote de resgate, que atualmente já está em € 130 bilhões.