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SÃO PAULO – Alguns dias atrás um relatório divulgado pela agência Fitch Ratings acendeu a luz vermelha sobre a situação dos bancos norte-americanos mostrando o risco iminente que esses oferecem para a economia global com as suas apostas no mercado de derivativos e o seu rótulo de “grande demais para falhar”.
Conforme explicitado pela Fitch, cinco das maiores instituições dos Estados Unidos, sendo elas Bank of America, Goldman Sachs, JP Morgan, Morgan Stanley e Citigroup detêm cerca de 80% das perdas potencias com esses ativos de maior risco.
Um primeiro pensamento sobre a questão poderia ser: o risco é somente deles. Mas não é tão simples assim. O mercado global de derivativos é avaliado em cerca de trinta vezes o PIB (Produto Interno Bruto) mundial, algo de gerar certo espanto.
Grandes demais para falhar, ou para existir?
Durante o aprofundamento da crise no último ano foi cunhada e consagrada a expressão “grande demais para falhar”, o que quer dizer que a falência de tal empresa geraria problemas em cadeia para a economia ou o sistema, devido ao seu tamanho.
Essas mesmas instituições e também empresas, que foram responsabilizadas pelas apostas no mercado imobiliário que provocou a crise do subprime, foram gratificadas por milhões, quando não bilhões, do governo para manter suas operações.
Nesse sentido diversos analistas e agentes de mercado começaram a se indagar sobre o risco que tais companhias oferecem para a atividade como um todo e se é realmente justo o peso dessa crise recair sobre os ombros dos contribuintes, que no final das contas deverão pagar pelo socorro.
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Oligopólio deve ter um fim
Considerando esses pontos a Fitch conclui que essas instituições na verdade são “grandes demais para existir” e a solução para este caso seria dividi-las em pequenos fragmentos, acabando com o oligopólio do setor. “Essas instituições devem ser destruídas, não simplesmente para o bem estar dos norte-americanos, mas para toda a humanidade”, afirmou Jeff Nielson.
Nielson, escritor e editor canadense da Bullion Bulls Canada, vai ainda mais além e afirma que os executivos desses bancos, pela sua ganância e imoralidade de seus atos (que culminaram com a crise internacional) deveriam ser julgados por “crimes contra a humanidade”, expressão utilizada pela agência.