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(Bloomberg) — A forte liderança de Jair Bolsonaro no 1º turno das eleições presidenciais tornou as perspectivas para as reformas fiscais “menos nebulosas”, de acordo com a gestora britânica Ashmore.
“Estávamos posicionados para o resultado das eleições e estamos dispostos a aumentar nossa exposição”, disse Jan Dehn, chefe de pesquisa da Ashmore em Londres, em entrevista.
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Jair Bolsonaro teve 46% dos votos válidos no domingo, pouco menos da maioria necessária para a vitória, enquanto seu adversário da esquerda, Fernando Haddad, ficou com 29%. O segundo turno está marcado para 28 de outubro e analistas políticos, no momento, dão a vantagem a Bolsonaro.
Embora os mercados brasileiros tenham apresentado forte desempenho com base no crescente apoio a Bolsonaro, Ashmore está de olho agora na capacidade do candidato de angariar apoio no Congresso para aprovar a agenda de reformas.
“A chave não é a vitória em 28 de outubro, mas a reforma da Previdência depois e, então, a recuperação cíclica”, disse Dehn.