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Gráfico de Renko reduz subjetividade e facilita a leitura do trade, diz Júnior Vianna

Estratégia com Renko busca eliminar subjetividade e reforçar leitura de tendência com regras claras e controle de risco

Bruno Nadai

Conteúdo XP

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A busca por consistência no day trade passa, inevitavelmente, por reduzir a subjetividade na leitura do mercado.

Nesse sentido, estratégias que simplificam a interpretação do preço ganham espaço entre traders que buscam decisões mais objetivas.

É exatamente nesse ponto que o gráfico Renko entra como alternativa, ao priorizar deslocamento de preço em vez do tempo, o que altera completamente a dinâmica operacional.

Convidado do episódio 26 da 3° temporada do programa A Arte do Trade no canal GainCast, o trader e mentor Júnior Vianna detalha como estruturou seu operacional e explica por que acredita que a clareza visual é determinante para a tomada de decisão.

Menos ruído operacional

Vianna seguiu o caminho tradicional, estudando análise técnica clássica com candlestick e referências conhecidas do mercado.

No entanto, com o tempo, percebeu limitações práticas, sobretudo em momentos de lateralização, quando o excesso de informação visual gerava sinais inconsistentes.

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Por isso, começou a buscar alternativas que reduzissem esse ruído operacional. “Eu, assim como 99% das pessoas, comecei pelo candlestick”, relembra.

Vianna destaca que o problema central do trader é objetivo: identificar direção de preço com eficiência.

Portanto, quanto mais limpa for a leitura, maior a probabilidade de execução consistente.

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Nesse cenário, o Renko surge como uma ferramenta que elimina distorções causadas pelo tempo e foca exclusivamente no movimento.

“Quando a gente fala de day trade, o que que a gente quer saber de fato? Se o preço tende a subir ou cair”, afirma.

Por consequência, ao retirar os “pavios” e o excesso de candles, o gráfico passa a evidenciar estruturas mais claras de tendência.

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Dessa forma, o trader consegue antecipar movimentos com maior precisão.

“No gráfico de Renko, quando é tirada aquela subjetividade que tem no candlestick, fica mais fácil, mais simples de identificar esses pontos onde ele tende a subir ou cair ali na maioria das vezes”, observa.

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Estrutura e decisão

A partir dessa simplificação, Vianna estruturou seu operacional em três pilares: estrutura, região e gatilho.

Segundo ele, essa organização reduz decisões impulsivas e cria um processo replicável, independentemente do ativo operado.

Assim, o trader passa a agir com base em regras claras, e não em interpretações subjetivas do gráfico. “Eu utilizo três pilares: estrutura, região e gatilho”, explica.

Diante disso, a estrutura define a direção do trade, enquanto a região protege o risco e o gatilho determina o timing de entrada.

Portanto, cada operação deixa de ser isolada e passa a fazer parte de um modelo consistente.

“Estrutura para me dar direção, região para servir de proteção e os gatilhos para ser o time de entrada”, detalha.

Outro ponto relevante é a aplicação de conceitos clássicos, como a Teoria de Dow, dentro do Renko.

Nesse caso, a identificação de topos e fundos por meio da ferramenta de detector de topos e fundos se torna mais objetiva, facilitando a leitura de tendência.

Por consequência, o trader reduz erros comuns ligados à interpretação equivocada da estrutura. “É muito fácil identificar um topo ou um fundo”, afirma.

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Gestão acima da técnica

Apesar da robustez do modelo técnico, Vianna reforça que a consistência não depende apenas da estratégia.

Pelo contrário, ele coloca o gerenciamento de risco como elemento central do processo operacional, acima inclusive da técnica e da psicologia.

Dessa forma, mesmo em dias ruins, o trader consegue preservar capital e manter longevidade no mercado.

“Mais importante do que técnica, mais importante do que mentalidade, é saber utilizar um gerenciamento de risco”, afirma.

Além disso, ele destaca que muitos iniciantes cometem o erro de operar com capital insuficiente e expectativa irrealista de retorno.

Nesse cenário, o problema não está apenas na estratégia, mas na estrutura financeira da operação. 

Portanto, sem um gerenciamento adequado, qualquer método tende a falhar no longo prazo.

“Eu passei muito por isso que eu vejo muitas pessoas fazendo hoje: botando R$500, R$1.000 para operar e achando que com aquilo dali vai conseguir fazer dar certo. E não vai”, alerta.

Por fim, Vianna enfatiza que o mercado exige adaptação constante.

Mudanças de volatilidade, como em períodos de crise ou eventos macroeconômicos, exigem ajustes rápidos no operacional.

Assim, a capacidade de leitura e adaptação se torna um diferencial competitivo. “É extremamente importante o trader saber se adaptar ao momento de mercado”, conclui. 

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