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GPA (PCAR3) tem prejuízo 39% superior no 3º trimestre, com pressão inflacionária

A receita líquida somou R$ 13,285 bilhões, representando uma retração de 0,4% na comparação anual

Por  Equipe InfoMoney -

SÃO PAULO – O GPA (PCAR3) registrou um prejuízo líquido dos controladores de R$ 88 milhões no 3º trimestre, uma piora de 39,6% frente às perdas líquidas de R$ 63 milhões de um ano antes.

O prejuízo líquido consolidado foi de R$ 38 milhões, contra lucro líquido de R$ 428 milhões no 3T20. É um recuo de 108,9%.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado somou R$ 794 milhões, queda de 15,9%.

A margem Ebitda ajustada teve uma redução no trimestre de 1,2 pontos percentuais, por causa da deterioração do cenário macroeconômico com alto nível de inflação e desemprego.

“A despeito dos desafios impostos pelo cenário macro, com a deterioração da renda da população e a pressão inflacionária, que têm exigido de todo o setor muita adaptação e cautela, as vendas de alimentos ainda demonstram resiliência”, disse Jorge Faiçal, Diretor Presidente do GPA.

A receita líquida da empresa somou R$ 13,285 bilhões, representando uma retração de 0,4% na comparação anual.

Já as vendas totais do GPA Brasil atingiram R$ 6,895 bilhões no 3TRI21, redução de 5,6% em relação ao 3TRI20.

A bandeira Extra Hiper teve queda de 12,8%, na comparação ano a ano. Pão de Açúcar, queda de 3,6%. Mercado Extra e Compre Bem, queda de 0,2%. GPA Brasil (ex-hiper e drogarias), recuo de 0,3%.

Só Postos e lojas menores tiveram avanço no período, na comparação com o 3TRI20: 1,1% e 12,1%, respectivamente.

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“Ao mesmo tempo que o nosso ecossistema digital se mantém forte em uma dinâmica cada vez mais adaptada ao cotidiano de um consumidor omnichannel, alcançamos o patamar histórico de vendas e 393% de crescimento se comparado ao 3T19, e ainda de 46% sob a fortíssima base do 3T20”, comemorou.

O custo da dívida do grupo avançou 56,1%. Já o resultado financeiro líquido do GPA consolidado totalizou uma despesa de R$ 196 milhões no trimestre, equivalente a -1,6% da receita líquida. Já a dívida líquida recuou para R$ 5,299 bilhões.

“Por fim”, segue Faiçal, “chegamos ao quarto trimestre, o período mais importante para o varejo de alimentos, com uma companhia renovada: anunciamos mês passado a transação operacional mais transformadora da história recente do GPA, em uma estratégia que olha para o futuro”.

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