Bom potencial de alta

Itaú BBA recomenda compra para GPA (PCAR3), vendo potencial de valorização de 95%; ação fecha em alta

Analistas veem que potencial monetização geraria valor para PCAR3, mas apontam que possíveis provisões trabalhistas podem ter pressionado ativo

Por  Equipe InfoMoney

Os analistas do Itaú BBA retomaram a cobertura para as ações do GPA (PCAR3) com recomendação de compra e um novo preço-alvo de R$ 32 ao fim de 2022, vendo um forte potencial de alta de 95% frente o fechamento da última segunda-feira (27). Às 12h (horário de Brasília) desta terça-feira (28), os ativos PCAR3 fecharam em alta de 2,86%, a R$ 16,89.

Segundo os analistas, a visão construtiva é sustentada principalmente por uma análise da soma das partes (SOTP, na sigla em inglês) que indica que, mesmo com descontos significativos para cada unidade de negócios (operação brasileira, Éxito e Cnova), a ação oferece uma relação risco-retorno positiva.

Os analistas apontam que a monetização dos ativos não essenciais do grupo tem sido um tema recorrente de discussão
entre os investidores, particularmente após o bem-sucedido desmembramento do Assaí (ASAI3).

Porém, ao fazer uma análise de sensibilidade sobre o preço atual de PCAR3 e possíveis valores de monetização para a Éxito (varejista com atuação na Colômbia) e a Cnova (que reúne as atividades de comércio eletrônico do GPA), a fim de avaliar o valor implícito da operação brasileira, a equipe de análise concluiu que, mesmo com um desconto de 50% sobre o preço atual das ações da Éxito e da Cnova, o valor implícito da operação brasileira do Grupo Pão de Açúcar está próximo a zero. “Sendo assim, acreditamos que uma potencial monetização geraria valor para PCAR3”, aponta.

Por outro lado, os analistas avaliam que receios crescentes com possíveis provisões trabalhistas podem ser parcialmente responsáveis pelo valuation pressionado da ação.

“Embora a análise de sensibilidade indique claramente que há valor a ser desbloqueado para a PCAR3, os investidores têm levantado algumas preocupações, sendo a principal delas a venda da operação Extra. A transação incluiu o fechamento de algumas lojas e de um centro de distribuição (CD), bem como a demissão de funcionários, o que pode exigir algumas provisões trabalhistas adiante”, destacam.

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