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As ações ligadas a varejo, consumo e construção civil lideraram as perdas do Ibovespa na sessão desta terça-feira (3) com altas firmes dos juros ao longo de toda a curva, em meio è continuidade e intensificação do conflito no Oriente Médio, que vem pressionando os ativos globalmente diante da busca por segurança.
O pior desempenho do dia foi de Pão de Açúcar (PCAR3), que caiu 17,78%, a R$ 2,59. Além do cenário macro, a Fitch Ratings rebaixou o rating de A para CCC, com observação negativa, citando risco de refinanciamento, liquidez pressionada e fluxo de caixa livre negativo. A agência vê possibilidade de reestruturação da dívida.
Mas ações de educação, como Yduqs (YDUQ3, R$ 12,10, -6,99%) e Cogna (COGN3, R$ 3,29, -4,91%) fecharam com baixa, enquanto a empresa de atacarejo Assaí (ASAI3, R$ 8,65, -6,49%) também teve forte queda. Localiza (RENT4, R$ 46,94, -5,84%) também teve fortes baixas.
Viva do lucro de grandes empresas
“Em um ambiente de forte aversão a risco, as ações mais penalizadas costumam ser as ligadas ao ciclo doméstico e ao crescimento econômico, como varejo, construção civil, small caps e empresas mais alavancadas”, aponta Lucas Girão, economista, especialista em Investimentos e MBA em Finanças pela FBNF. 31 ações do Ibovespa fecharam em queda superior a 4%.
Só duas ações do Ibovespa fecharam com ganhos: Raízen (RAIZ4, R$ 0,69, +6,15%) e Braskem (BRKM5, R$ 9,55, +3,24%).
Veja o desempenho das ações do Ibovespa nesta terça-feira (3):
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| Ticker | Valor (R$) | Variação do dia (%) |
| PCAR3 | 2,59 | -17,78% |
| YDUQ3 | 12,1 | -6,99% |
| ASAI3 | 8,65 | -6,49% |
| CSNA3 | 7,91 | -6,06% |
| BPAC11 | 57,51 | -5,86% |
| RENT4 | 46,94 | -5,84% |
| BRAP4 | 23,38 | -5,84% |
| RENT3 | 48,9 | -5,47% |
| VAMO3 | 4,15 | -5,47% |
| CEAB3 | 12,09 | -5,32% |
| B3SA3 | 17,54 | -5,14% |
| GGBR4 | 19,75 | -5,05% |
| AZZA3 | 25,12 | -4,99% |
| COGN3 | 3,29 | -4,91% |
| CURY3 | 36,65 | -4,90% |
| DIRR3 | 15,23 | -4,81% |
| MRVE3 | 9,52 | -4,80% |
| MBRF3 | 19,54 | -4,78% |
| BBDC4 | 20,2 | -4,78% |
| GOAU4 | 8,83 | -4,75% |
| CYRE4 | 27,64 | -4,72% |
| BEEF3 | 4,86 | -4,71% |
| NATU3 | 8,57 | -4,67% |
| AXIA6 | 64,87 | -4,62% |
| AXIA3 | 59,49 | -4,60% |
| CYRE3 | 29,24 | -4,60% |
| MOTV3 | 15,77 | -4,48% |
| IRBR3 | 58,69 | -4,23% |
| BBDC3 | 17,51 | -4,19% |
| VALE3 | 84,48 | -4,17% |
| BBAS3 | 25,77 | -4,17% |
| ITSA4 | 13,6 | -3,82% |
| CPFE3 | 47,59 | -3,80% |
| PRIO3 | 55,12 | -3,77% |
| HYPE3 | 21,9 | -3,74% |
| ENEV3 | 20,49 | -3,71% |
| CMIN3 | 5,26 | -3,66% |
| USIM5 | 6,65 | -3,62% |
| LREN3 | 14,96 | -3,61% |
| KLBN11 | 19,88 | -3,54% |
| SMFT3 | 19,3 | -3,50% |
| HAPV3 | 10,01 | -3,38% |
| RECV3 | 12,3 | -3,38% |
| ITUB4 | 44,38 | -3,35% |
| CMIG4 | 11,54 | -3,27% |
| TAEE11 | 42,2 | -3,19% |
| EGIE3 | 32,26 | -3,15% |
| MULT3 | 33,04 | -3,11% |
| SBSP3 | 148,19 | -3,09% |
| CSAN3 | 5,97 | -3,08% |
| BRAV3 | 18,61 | -2,92% |
| EQTL3 | 40,49 | -2,90% |
| CSMG3 | 53,74 | -2,89% |
| FLRY3 | 16,42 | -2,84% |
| ALOS3 | 31,37 | -2,67% |
| WEGE3 | 47,4 | -2,65% |
| RDOR3 | 38,65 | -2,64% |
| IGTI11 | 28,22 | -2,49% |
| SLCE3 | 16,23 | -2,46% |
| SANB11 | 32,7 | -2,45% |
| CPLE3 | 14,38 | -2,38% |
| ISAE4 | 27,91 | -2,31% |
| PSSA3 | 50,63 | -2,28% |
| ENGI11 | 52,32 | -2,28% |
| RADL3 | 23,93 | -2,25% |
| CXSE3 | 17,57 | -2,17% |
| ABEV3 | 15,57 | -2,14% |
| UGPA3 | 25,36 | -2,12% |
| MGLU3 | 9 | -2,07% |
| TIMS3 | 26,75 | -2,01% |
| VBBR3 | 29,69 | -1,95% |
| TOTS3 | 36,61 | -1,93% |
| RAIL3 | 15,47 | -1,78% |
| VIVT3 | 41,57 | -1,63% |
| SUZB3 | 57,27 | -1,36% |
| EMBJ3 | 91,71 | -1,28% |
| POMO4 | 6,6 | -1,20% |
| BBSE3 | 34,4 | -1,01% |
| AURE3 | 11,56 | -0,77% |
| PETR3 | 44,38 | -0,74% |
| PETR4 | 40,95 | -0,44% |
| BRKM5 | 9,55 | 3,24% |
| RAIZ4 | 0,69 | 6,15% |
A escalada do conflito no Oriente Médio fez as taxas dos DIs dispararem nesta terça-feira, em meio à forte aversão global a ativos de risco, com investidores no Brasil elevando as apostas de que o Banco Central cortará a Selic em apenas 25 pontos-base este mês, e não em 50 pontos-base.
Com o dólar subindo mais de 2% ante o real, a taxa do DI (Depósito Interfinanceiro) para janeiro de 2028 estava em 12,9% no fim da tarde, em alta de 21 pontos-base ante o ajuste de 12,69% da sessão anterior. Na ponta longa da curva, a taxa do DI para janeiro de 2035 marcava 13,58%, com elevação de 19 pontos-base ante 13,39%.
Na segunda-feira uma autoridade de alto escalão da Guarda Revolucionária Iraniana disse que o país pretende disparar contra qualquer navio que tentar passar pelo Estreito de Ormuz — onde circulam diariamente cerca de 20% do petróleo mundial.
Já o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira que é “tarde demais” para negociar com o Irã, reforçando a perspectiva de continuidade do conflito iniciado no sábado, que envolve Israel do lado norte-americano.
A reação nos mercados globais foi de alta forte do petróleo e fuga dos investidores de ativos mais arriscados, como ações, moedas e títulos de países emergentes, em meio a receios de que o conflito possa reduzir o crescimento e acelerar a inflação.
No Brasil, a taxa do DI para janeiro de 2028 atingiu a máxima intradia de 13,040% às 12h07, em alta de 35 pontos-base, em um momento em que o dólar oscilava acima dos R$5,30. Às 12h14, a taxa do DI para janeiro de 2035 atingiu a máxima de 13,745%, com elevação de 36 pontos-base.
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O forte avanço das taxas dos DIs traduziu ainda o aumento das apostas de que o BC cortará a Selic — hoje em 15% — em 25 pontos-base este mês, e não em 50 pontos-base.
“Até a divulgação do IPCA-15 (na última sexta-feira), as apostas estavam em 95% para corte de 50 pontos-base e 5% para corte de 25 pontos-base. Depois do IPCA-15, elas foram para 80%-20%”, comentou na tarde desta terça-feira o economista-chefe do Bmg, Flavio Serrano. “Agora, com a crise no Oriente Médio, (a precificação) caiu para 50%-50%.”
(com Reuters)
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