Governo reduz para 1% a projeção de crescimento da economia brasileira em 2009

Estimativa do Ministério do Planejamento está acima da esperada pelo mercado; inflação deve chegar a 4,3% ao ano

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SÃO PAULO – O Governo Federal reduziu a previsão de crescimento da economia brasileira em 2009 para 1%. Além disso, espera-se que a inflação chegue a 4,3% ao ano, ficando um pouco abaixo da meta de 4,5%.

De acordo com o secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, a economia será puxada pelo mercado interno e pela construção civil.

Assim, novas iniciativas foram incluídas nos gastos da União, como o programa habitacional Minha Casa Minha Vida, que deve receber R$ 6 bilhões, e despesas discricionárias dos ministérios, as quais terão R$ 3 bilhões disponíveis. O Ministério do Planejamento ampliou em R$ 9,1 bilhões o limite de despesas orçamentárias para este ano.

Novas estimativas

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As revisões são consequência dos efeitos da crise em receitas e despesas, conforme notificou o Ministério do Planejamento, nesta quarta-feira (20): “em face do atual cenário de retração econômica mundial, foi necessária a revisão para o crescimento real do PIB em 2009”.

A estimativa para a Selic (taxa básica de juros) média caiu de 10,8% para 10,25%. E o dólar teve recuo de R$ 2,31 para R$ 2,23.

Projeções anteriores

Na última revisão, realizada há dois meses, a previsão de crescimento da economia nacional havia caído de 3,5% para 2% no ano.

Na sexta-feira passada, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que a estimativa oficial para o PIB deste ano ficaria entre 0% e 2%. E na terça-feira, o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, declarou que “tínhamos que crescer 4%, mas pelo jeito vamos crescer 0,7%”.

Mercado

“É um cenário ambicioso em relação ao que o mercado está prevendo, mas achamos que é um cenário possível, factível, tendo em vista as medidas que foram adotadas [pelo Governo] e o desempenho esperado para o segundo trimestre”, afirmou Barbosa.

A estimativa do Ministério do Planejamento quanto ao PIB está acima da esperada pelo mercado, uma vez que a mediana das previsões tem apresentado constantes quedas. Segundo o último relatório Focus, era esperada uma retração de 0,49% na economia nacional.

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O FMI (Fundo Monetário Internacional) prevê que a economia brasileira contraia 1,3%. Na estimativa anterior, de janeiro, o fundo previa crescimento de 1,8%.