Governo poderá intervir na Celpa, admite ministro de Minas e Energia

Lobão afirmou não cogitar intervenção neste momento, mas somente para garantir a prestação dos serviços à população

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SÃO PAULO – O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, afirmou que o governo poderá intervir na Celpa – Central Elétrica do Pará – (CELP5), de modo a garantir a continuidade da prestação de serviços da companhia. Em crise financeira, a Celpa entrou com um pedido de recuperação judicial junto à sua controladora, a Rede Energia, na última terça-feira (28). 

De acordo com o ministro, o governo pode realizar uma intervenção caso a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) ache necessária. “Não estamos cogitando fazer isso agora, mas pode vir a ocorrer exclusivamente para garantir o serviço, porque se trata de uma empresa privada que tem que gerir o seu próprio destino”, afirmou Lobão. 

Corte de recomendação dos ativos CELP5
Após o pedido de recuperação judicial, as três principais agências de classificação de risco – Moody’s, Fitch e Standard & Poor’s  – repercutiram a informação, rebaixando as notas da companhia.

A Fitch reduziu a classificação de probabilidade de inadimplência do emissor em moeda local e estrangeira de B- para D. Já a Moody’s rebaixou de B3 para Ca a classificação para a emissão de US$ 250 milhões em bônus seniores sem garantia de ativos reais com vencimento em cinco anos da companhia, com perspectiva negativa. A Standard & Poor’s, por sua vez, reduziu nesta quinta-feira (1) a nota da companhia de ‘CCC+’ para ‘D’. 

Já de acordo com o Barclays, uma possível intervenção na Celpa pela Eletrobras (ELET3;ELET6), como foi apontado pelo CEO (Chief Executive Officer) da companhia, não é positiva. “Qualquer movimento para resgatar a Celpa ou a Rede seria negativa, em nossa opinião”, afirmam os analistas Francisco Navarette, Tatiane Shibata e Giovanna Siracusa em relatório.

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Lara Rizério
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Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.