Governo poderá deter mais de 50% da Petrobras após a elevação de capital

Presidente da estatal afirmou que "se o preço do petróleo ficar nos níveis atuais, nós não precisaremos de capitalização"

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SÃO PAULO – Em apresentação frente à comissão especial da Câmara, o presidente da Petrobras (PETR4, PETR3), José Gabrielli, revelou que o governo poderá deter mais de 50% da companhia após a subscrição de ações, planejada para ocorrer no próximo ano.

Segundo a simulação, se os acionistas minoritários subscreverem 10% do total possível no aumento de capital, a participação da União na companhia subiria 17 pontos percentuais. Porém, se os minoritários exercerem 90% de seus direitos, a parte do governo deverá ser acrescida de apenas 0,8%.

O presidente da companhia afirmou que ainda não foi feita nenhuma sondagem para verificar o interesse dos acionistas na oferta. “Mesmo se houver essa sondagem, dificilmente eles irão falar. Ninguém vai revelar sua estratégia” afirmou Gabrielli.

Capitalização

“Se o preço do petróleo ficar nos níveis atuais, nós não precisaremos de capitalização. Estamos financiados nos próximos cinco anos” revelou o presidente da estatal nesta terça-feira (13).

Contudo, com vistas à possibilidade de alteração no regime regulatório, a Petrobras terá que se “preparar para ficar mais sólida do que é hoje, para que, na eventualidade de ter que levantar recursos no mercado de capitais, o fazer em condições mais adequadas”, concluiu.