Governo pode voltar a cortar gastos para alcançar a meta fiscal

O secretário do Tesouro disse estar confiante no cumprimento da meta, mas afirmou que novos ajustes podem ser necessários

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SÃO PAULO – Novos ajustes podem ser necessários para garantir o cumprimento da meta de superávit primário de 4,25% do PIB (Produto Interno Bruto) ao final do ano, segundo o secretário do Tesouro Nacional, Carlos Kawall. Na última segunda-feira, já havia sido anunciado o bloqueio de R$ 1,6 bilhão no orçamento.

No entanto, o secretário mantém um discurso otimista, afirmando que o comportamento dos gastos do governo está de acordo com o que foi previsto e que o país conseguirá cumprir a meta estipulada.

Explicação

Kawall disse que o menor crescimento do PIB no segundo trimestre em relação ao primeiro gerou uma “correção de expectativas”.

No entanto, ele justificou a queda pelo mau desempenho de julho, quando os gastos foram impulsionados pelo pagamento de parte do 13º salário e das férias de servidores públicos federais.

Resultado fiscal

A maior preocupação, no momento, é o pagamento dos juros da dívida, que irá exigir um esforço de todo o setor público.

Contudo, o secretário reforça que o superávit primário até agosto superou sua meta em quase R$ 5 bilhões e pode servir como uma reserva em caso de necessidade.