Governo pode reduzir impostos de alimentos importados

A intenção, segundo o ministro da Fazenda, é controlar a inflação; Mantega lembra que medida já foi tomada antes

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SÃO PAULO – Com o objetivo de controlar a inflação, o governo pode reduzir impostos sobre produtos alimentícios importados. A informação foi dada, na última terça-feira (27), pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, durante o 20º Fórum Nacional do Inae (Instituto Nacional de Altos Estudos), no Rio de Janeiro.

Mantega lembrou que a medida já foi tomada anteriormente com produtos da cesta básica e no caso de combustíveis. “A maneira é desonerar. Fizemos no trigo, no diesel, na gasolina e poderemos fazer em outros setores”, disse, segundo a Agência Brasil.

O ministro reconheceu que o Brasil sofre influência da inflação mundial dos alimentos, ocasionada pela alta das commodities. Contudo, como já fez em outras ocasiões, voltou a afirmar que o país é atingido com menor intensidade do que outras nações.

Estratégias

Além da redução de impostos, Mantega anunciou a criação de um fundo reserva para ser usado em momentos de crise. O fundo, nomeado de Fundo Soberano, também seria um instrumento de controle da inflação. A proposta do fundo será encaminhada ao Congresso nacional por meio de projeto de lei.

“O fundo tem como principal função a fiscal. Agora, algum excedente de arrecadação, em vez se ser canalizado para o consumo, aumentando o gasto público, será canalizado para o fundo Soberano (…) é como se fosse um superávit primário adicional. Tem a mesma função. Se tiver alguma dificuldade para fazer o superávit primário, você tem essa reserva”, explicou.

Outra boa estratégia para conter a alta dos preços, segundo o ministro, é o aumento dos juros e a maior oferta de produtos agrícolas. Entretanto, essa não é uma política aprovada por todos os setores da sociedade.

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O presidente da Abad (Associação de Atacadistas e Distribuidores), Geraldo Caixeta, declarou que considera ineficaz a política de juros adotada pelo governo para conter a inflação. Para ele, tal política pode pressionar os preços para cima em vez de controlá-los.