Governo não intervirá no preço do álcool; consumidor deve avaliar se vale a pena

Na semana passada, o combustível ficou 3,39% mais caro, na comparação com a anterior, de acordo com a ANP

Por  Equipe InfoMoney -

SÃO PAULO – Na última segunda-feira (19), o ministro interino de Minas e Energia, Nelson Hubner, afirmou que o governo não vai intervir para baixar o preço do álcool durante o período da entressafra da cana (do final do ano até abril).

De acordo com ele, que participou de um simpósio sobre novas tecnologias para produção de energia, caberá aos consumidores manter o preço do combustível, rejeitando-o, caso o custo esteja muito elevado.

Além disso, Hubner garantiu que não faltará álcool durante o período da entressafra. “O álcool já responde por 17% dos combustíveis líquidos consumidos no Brasil e deve ter destaque maior ainda, acompanhando a tendência da ampliação da frota de bicombustíveis”.

Cálculo do consumidor

Por conta do diferente rendimento do álcool e da gasolina, quem possui veículos flex deve realizar um cálculo antes de abastecer. É preciso dividir o preço do litro do álcool pelo da gasolina, sendo que o resultado tem de ser menor do que 0,7 (que corresponde a 70%).

Utilizando o preço médio do litro dos combustíveis entre os dias 11 e 17 de novembro, por exemplo, teríamos a seguinte conta: R$ 1,374 do álcool dividido por R$ 2,484, o que daria 0,55 (55%), o que indica que abastecer com álcool é mais vantajoso.

Alta de 3,39%

De acordo com o levantamento divulgado nesta terça-feira (20) pela ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), o valor médio do litro do álcool ficou 3,39% mais caro na semana passada (de 11 a 17 de novembro), na comparação com a anterior (de 4 a 10).

Considerando o custo geral do produto em todo o País, nota-se um aumento de R$ 1,329 para R$ 1,374. Por outro lado, o valor médio da gasolina cresceu 0,24%, de R$ 2,478 para R$ 2,484 no período em questão.

A Região Sudeste apresentou a maior alta no preço do álcool, de 5,95% (de R$ 1,143 para R$ 1,211). Na seqüência, vieram o Centro-Oeste (+4,45%, de R$ 1,438 para R$ 1,502), o Sul (+2,16%, de R$ 1,391 para R$ 1,421), o Norte (+1,47%, de R$ 1,772 para R$ 1,798) e o Nordeste (+0,37%, de R$ 1,631 para R$ 1,637).

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