Governo japonês estuda adoção de banco de dados para estrangeiros

Sistema centralizado deve controlar melhor fluxo de entrada; brasileiros respondem por 14,5% dos estrangeiros

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SÃO PAULO – Na tentativa de ter um controle maior sobre os estrangeiros que estão de passagem ou morando no país, o Ministério da Justiça do Japão anunciou que está estudando a possibilidade de criar um banco de dados com informações centralizadas.

Apesar de contar com pouco menos de dois milhões de estrangeiros registrados até o final de 2004, o ministério só possui algumas informações simples, como nome e nacionalidade, destes estrangeiros.

A intenção, contudo, é desenvolver um sistema centralizado através do qual seja possível até mesmo fazer download de imagens e impressões digital. Além disso, o sistema deve possibilitar acesso à informação sobre pessoas que, tendo praticado crimes, teriam sido deportadas do Japão. Atualmente, estas informações são disponíveis, mas somente via fax enviado pelo departamento de imigração. Para tanto, o ministério já teria até mesmo encaminhado pedido para inclusão no Orçamento do ano fiscal de 2006.

Terceira comunidade

A adoção de um sistema centralizado deve melhorar o controle de entrada de imigrantes, que em 2004 bateu mais um recorde, já que o total de imigrantes estrangeiros alcançou 1.973.747, no que representa 1,55% de toda a população do Japão. Dentre as comunidades de maior peso estão os coreanos (607 mil pessoas, ou 30%), os chineses (487 mil, ou 25%) e os brasileiros (286 mil ou 14,5%).
Chama a atenção o fato de que a grande maioria (61%) é composta de moradores provisórios, que estão no Japão para participar de treinamentos ou estudar, enquanto o restante é composto por moradores permanentes.